Saúde e Bem-estar

Fiocruz conquista patente para tratamento contra malária resistente

Novo composto patenteado pela Fiocruz pode revolucionar o combate à malária resistente.

A foto alude à ciência
Fonte: Magnific

A ciência brasileira conquistou um avanço importante no combate à malária. A Fundação Oswaldo Cruz recebeu uma patente internacional para um método de tratamento contra formas resistentes da doença.

Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aqui

A conquista fortalece a pesquisa nacional e amplia a esperança de milhões de pessoas expostas à malária em regiões tropicais. Ao mesmo tempo, o novo composto pode abrir caminhos para tratamentos mais eficazes e acessíveis.

O United States Patent and Trademark Office (USPTO) concedeu a patente ao grupo de pesquisadores do Instituto René Rachou, unidade da Fiocruz em Minas Gerais.

Leia também – Pesquisas de 2025 apontam revolução no cuidado em saúde

Composto combate formas graves da malária

O tratamento utiliza o composto conhecido como DAQ. Segundo os pesquisadores, a substância demonstrou forte ação contra cepas resistentes do Plasmodium falciparum.

Esse parasita provoca as formas mais graves da malária. Por isso, especialistas consideram o resultado extremamente relevante para a saúde global.

Embora cientistas conheçam o DAQ desde a década de 1960, o grupo brasileiro retomou os estudos com técnicas modernas de química e biologia molecular.

Consequentemente, os pesquisadores identificaram uma característica decisiva na estrutura química do composto.

Estrutura química surpreende cientistas

O diferencial do DAQ está na presença de uma ligação tripla na cadeia química. Dessa forma, o composto consegue superar mecanismos de resistência desenvolvidos pelo parasita.

Segundo os cientistas, o DAQ atua de maneira semelhante à Cloroquina. No entanto, ele bloqueia com mais eficiência o sistema de defesa do microrganismo.

Durante a infecção, o parasita produz substâncias tóxicas ao digerir a hemoglobina humana. Normalmente, ele neutraliza essas toxinas para sobreviver.

Entretanto, o novo composto interrompe esse processo e leva o parasita à morte.

Estudos mostram resultados promissores

Os testes revelaram ação rápida nas fases iniciais da infecção. Além disso, o composto apresentou eficácia contra cepas sensíveis e resistentes.

Os pesquisadores também observaram resultados positivos contra o Plasmodium vivax, responsável pela maioria dos casos de malária no Brasil.

Outro fator chamou atenção dos especialistas: o baixo custo potencial da molécula. Isso pode facilitar o acesso ao tratamento em países de baixa e média renda.

Parcerias fortalecem pesquisas brasileiras

A pesquisa reuniu instituições nacionais e internacionais. Participaram do projeto a University of California San Francisco, a Universidade Federal de Alagoas, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e a Universidade Federal de São Paulo.

Apesar dos resultados animadores, o medicamento ainda precisa passar por novas etapas. Os cientistas agora avaliam toxicidade, doses seguras e formulações farmacêuticas.

Fiocruz aposta em estrutura na Amazônia

Segundo os pesquisadores, a presença da Fiocruz na Amazônia pode acelerar futuras fases clínicas.

A instituição já atua no diagnóstico, acompanhamento de pacientes e realização de testes clínicos na região. Portanto, a estrutura facilita novas parcerias e amplia o desenvolvimento científico.

Enquanto isso, especialistas alertam para um desafio crescente: o parasita da malária continua evoluindo. Por esse motivo, a busca por novos tratamentos precisa avançar desde agora.

  • com base em dados do portal da Agência Brasil.

Você no aquinoticias.com

Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726