Saúde e Bem-estar

EUA retiram seis vacinas do calendário infantil: o que diz a ciência?

Mudança no calendário vacinal infantil dos EUA preocupa médicos e reacende debate sobre saúde pública.

A foto mostra vacina infantil
Foto: Freepik

O governo dos Estados Unidos anunciou uma mudança histórica na vacinação infantil. A decisão partiu do governo, do Departamento de Saúde e Serviços Humanos. Seis vacinas deixaram de ser recomendadas de forma universal. A nova orientação entrou em vigor imediatamente. Dessa forma, especialistas reagiram com preocupação.

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A revisão ocorre durante uma reavaliação ampla da política de imunização. O processo conta com apoio do presidente Donald Trump. Conforme o governo, a vacinação continua disponível. No entanto, a recomendação automática deixou de existir. Assim, a decisão agora depende de avaliação individual, sem determinação de base científica.

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Quais vacinas saíram do calendário recomendado

A nova diretriz retirou vacinas importantes da recomendação universal. Entre elas estão gripe, hepatites A e B. Também saíram meningococo e rotavírus. Além disso, a vacina contra o vírus sincicial respiratório foi removida. Meses antes, a vacina contra a Covid-19 já havia sido excluída.

Com a mudança, essas vacinas passam a ser indicadas apenas a grupos de risco. A recomendação também pode ocorrer por decisão médica compartilhada. Nesse modelo, médicos e famílias avaliam caso a caso. Portanto, a vacinação deixa de ser padrão. O acesso, porém, permanece garantido.

Governo cita alinhamento internacional

O secretário de Saúde afirmou buscar alinhamento internacional. Segundo ele, alguns países adotam menos vacinas obrigatórias. A Dinamarca foi citada como exemplo. Trump afirmou que o calendário estava “inflado”. Mesmo assim, o governo garantiu cobertura pelos planos de saúde.

Após a revisão, os EUA recomendam 11 vacinas universais. Antes, o número chegava a 17.
Na França, por exemplo, existem 12 vacinas obrigatórias. Outros países adotam modelos variados. As comparações, porém, geraram críticas.

Especialistas contestam a decisão

Médicos e pesquisadores reagiram rapidamente. Eles afirmam que a comparação internacional ignora contextos distintos. Sistemas de saúde, população e circulação de doenças variam.

Pesquisadores destacam diferenças em relação à Dinamarca. O país europeu tem população menor e mais homogênea. Além disso, oferece acesso universal à saúde. Nos EUA, desigualdades regionais são maiores. Esses fatores aumentam o risco sanitário.

Críticas também surgem entre republicanos

A decisão gerou desconforto dentro do próprio partido governista. O senador Bill Cassidy criticou publicamente a medida. Segundo ele, faltam transparência e base científica clara. Além disso, a mudança pode gerar medo entre famílias. A confiança na vacinação tende a cair.

Após a pandemia, a cobertura vacinal infantil já diminuiu. Especialistas alertam para agravamento desse cenário. A retirada das recomendações enfraquece políticas locais. Estados agora discutem estratégias próprias. A preocupação cresce.

Risco de retorno de doenças preocupa médicos

Entidades médicas alertam para o ressurgimento de doenças controladas. Sarampo e meningite entram na lista de riscos. Comunidades vulneráveis podem sofrer mais. Diretrizes nacionais costumam orientar decisões estaduais. Por isso, a mudança gera impacto amplo.

A hesitação vacinal já representa desafio crescente. A nova política pode intensificar esse movimento. Especialistas defendem comunicação clara e científica. Vacinas seguem como ferramenta essencial. A saúde pública depende disso.

Com base em informações do portal Globo.

Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.