Carnaval, álcool e canetas emagrecedoras: o alerta que você precisa ler
Misturar álcool e medicamentos para emagrecer pode trazer riscos que muita gente ignora, especialmente durante o Carnaval.

Misturar álcool e medicamentos para emagrecer pode trazer riscos que muita gente ignora, especialmente durante o Carnaval. Embora a festa seja marcada por calor intenso, longas horas na rua e consumo frequente de bebidas alcoólicas, o uso das chamadas “canetas emagrecedoras”, como Mounjaro e Ozempic, exige cuidados específicos. Quando essas duas realidades se encontram, o organismo pode sofrer impactos importantes.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiNos últimos anos, o número de pessoas que utilizam medicamentos para controle de peso cresceu significativamente. No entanto, durante períodos festivos, muitos mantêm o tratamento e, ao mesmo tempo, aumentam a ingestão de álcool. Segundo o médico Danilo Almeida, pós-graduado em Nutrologia pela ABRAN e em Metabolômica pela Academia Brasileira de Medicina Funcional Integrativa, essa combinação pode intensificar efeitos adversos. “Esses medicamentos atuam no controle do apetite, da glicemia e no esvaziamento gástrico. Quando somamos isso ao álcool, que também interfere no metabolismo e na função hepática, o corpo pode reagir de forma mais intensa”, explica.
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Além disso, o contexto do Carnaval agrava o cenário. O calor excessivo, a baixa ingestão de água, a alimentação irregular e as noites mal dormidas aumentam o estresse metabólico. Consequentemente, quem faz uso de medicamentos para emagrecer pode apresentar náuseas, tonturas, queda de pressão, mal-estar e desidratação.
Como o álcool age no organismo
O corpo interpreta o álcool como uma substância tóxica. Por isso, o fígado prioriza sua metabolização e interrompe temporariamente outros processos, como a queima de gordura. Dessa forma, além de fornecer calorias vazias, a bebida compromete diretamente o emagrecimento. Para quem utiliza medicamentos que controlam glicemia e saciedade, o impacto pode ser ainda maior. O álcool pode potencializar efeitos colaterais como vômitos, refluxo e hipoglicemia, sobretudo quando a pessoa bebe sem se alimentar adequadamente.
Quando há uso das canetas emagrecedoras
Os agonistas do receptor GLP-1 retardam o esvaziamento gástrico e reduzem o apetite. Entretanto, essa ação faz com que o álcool permaneça mais tempo no estômago, intensificando seus efeitos. Além disso, a bebida altera a percepção de saciedade e favorece escolhas alimentares mais calóricas. Assim, o tratamento pode perder eficácia e a segurança do paciente pode ficar comprometida. Em situações de desorientação, há ainda o risco de erro na dose do medicamento.
Calor, desidratação e mistura de bebidas
O Carnaval costuma ocorrer sob altas temperaturas, o que aumenta a perda de líquidos. Como o álcool tem efeito diurético, a combinação favorece tonturas, quedas de pressão e até desmaios. A mistura de diferentes tipos de bebida — especialmente drinks açucarados e energéticos — sobrecarrega o fígado e amplia a inflamação e o mal-estar no dia seguinte.
Outras interações medicamentosas
O consumo de álcool também exige cautela quando associado a antidiabéticos, antidepressivos, ansiolíticos, anti-inflamatórios, medicamentos para pressão arterial e determinados antibióticos. Em cada caso, o risco pode variar entre hipoglicemia, sedação excessiva, lesões gástricas e queda acentuada da pressão.
Por fim, o médico reforça que quem utiliza medicamentos para emagrecer ou outras medicações controladas deve buscar orientação antes de períodos festivos. Embora um consumo pontual possa não gerar grandes impactos, o excesso concentrado em poucos dias aumenta os riscos. Portanto, manter hidratação adequada, alimentação equilibrada e evitar exageros são medidas essenciais para preservar a saúde durante a folia.
Com informações da assessoria de imprensa.
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