Dengue ainda assusta: veja como se proteger antes do surto
Dengue ainda assusta Cachoeiro e, por isso, cuidados são necessários - confira tudo aqui.

A dengue ainda assusta a população e não foi eliminada do cenário cachoeirense. Por isso, falar sobre dengue e cuidados é fundamental para evitar novos casos. Ela integra o grupo das arboviroses, ou seja, doenças causadas por vírus transmitidos por mosquitos. No Brasil, a fêmea do Aedes aegypti realiza a transmissão. Atualmente, existem quatro sorotipos conhecidos. Cada um apresenta variações genéticas e comportamento distinto.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiCom o tempo, fatores urbanos ampliaram a circulação do mosquito. Por exemplo, o crescimento desordenado favorece criadouros. Assim, a transmissão se intensifica, principalmente entre outubro e maio.
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A infectologista da Unimed Sul Capixaba, Luiza Morandi, alerta que a dengue continua sendo uma importante preocupação de saúde pública e pode evoluir rapidamente caso não haja atenção aos primeiros sinais. Segundo a especialista, sintomas como febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos e manchas na pele devem ser observados com cautela.
“A dengue não é uma doença simples. Em alguns casos, pode evoluir para formas mais graves, com risco de complicações, como sangramentos e comprometimento de órgãos. Por isso, ao identificar os sintomas, é fundamental buscar avaliação médica e evitar a automedicação, especialmente com medicamentos que possam aumentar o risco de sangramento, como os anti-inflamatórios”, explica.
A especialista também destaca que o Pronto Atendimento Digital da Unimed Sul Capixaba é um aliado importante nesse cenário, pois facilita o acesso rápido à orientação médica. “Nos casos iniciais, o cliente pode utilizar o PA Digital para uma avaliação segura, sem precisar sair de casa, o que contribui para reduzir a exposição e agilizar a conduta. A partir desse primeiro atendimento, conseguimos indicar os próximos passos, seja para acompanhamento domiciliar ou encaminhamento presencial, quando necessário”, completa a infectologista.
Dengue e cuidados
A dengue provoca febre alta e sintomas intensos. Inicialmente, o paciente apresenta sinais clássicos. Portanto, identificar rapidamente faz diferença.
1- Sintomas mais comuns
- Febre alta repentina
- Dor de cabeça intensa
- Dor atrás dos olhos
- Dores musculares e articulares
- Cansaço e prostração
- Manchas vermelhas na pele
Logo após a fase inicial, o quadro pode evoluir. Nesse momento, surgem sinais de alerta que indicam gravidade.
2- Sinais de alerta para dengue grave
- Dor abdominal intensa
- Vômitos persistentes
- Tontura ou desmaio
- Dificuldade para respirar
- Sangramentos (nariz, gengiva ou fezes)
- Irritabilidade ou cansaço extremo
Diante desses sinais, procure atendimento imediato. A intervenção rápida reduz o risco de morte.
3- Quem corre mais risco de complicações
Todas as pessoas podem contrair dengue. No entanto, alguns grupos apresentam maior risco. Entre eles:
- Idosos
- Pessoas com doenças crônicas
- Gestantes
- Crianças pequenas
Nesses casos, a evolução pode ser mais grave. Portanto, o acompanhamento médico se torna essencial.
4- Prevenção: a principal arma contra a dengue
A prevenção começa dentro de casa. Embora exista vacina no Sistema Único de Saúde, o controle do mosquito continua fundamental.
Medidas essenciais de prevenção:
- Elimine água parada em recipientes
- Tampe caixas d’água corretamente
- Limpe calhas e ralos regularmente
- Use repelentes em áreas de risco
- Instale telas em janelas
- Descarte lixo de forma adequada
Essas ações reduzem a proliferação do mosquito. Consequentemente, diminuem os casos da doença.
5- O que fazer durante a doença
- Mantenha repouso absoluto
- Beba bastante líquido
- Evite automedicação
- Procure atendimento em caso de piora
- Retorne ao médico conforme orientação
A hidratação adequada ajuda na recuperação. Por isso, ela se torna parte essencial do tratamento.
6- Alerta final: prevenção salva vidas
A dengue pode evoluir rapidamente. Portanto, agir cedo faz toda a diferença. Ao eliminar criadouros, você protege sua família. Além disso, ao reconhecer sintomas, você evita agravamentos. Dessa forma, pequenas atitudes geram grande impacto na saúde pública.
De acordo com dados do Ministério da Saúde
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