Saúde e Bem-estar

Excesso de telas pode gerar prejuízo motor e cognitivo de crianças

O uso excessivo de telas pode comprometer aspectos motor e cognitivo de crianças. Como reverter isso?

A foto mostra criança e tela
Foto: Freepik

O uso intenso de telas pode provocar prejuízo motor e cognitivo de crianças. O desenvolvimento motor infantil depende, antes de tudo, de estímulos constantes e variados. Desde cedo, a criança aprende por meio do movimento. Portanto, correr, pular, segurar objetos e manter o equilíbrio fortalecem músculos e conexões cerebrais. Além disso, essas ações sustentam habilidades cognitivas futuras. No entanto, quando o tempo em frente às telas aumenta, essas experiências diminuem. Como consequência, tarefas simples passam a exigir mais esforço.

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Atualmente, celulares, tablets e televisores fazem parte da rotina familiar. Porém, o uso prolongado desses dispositivos reduz o tempo dedicado às brincadeiras ativas. Assim, a criança deixa de explorar o próprio corpo e o ambiente. Estudos recentes, inclusive, associam essa exposição excessiva a prejuízos motores e cognitivos. Por isso, especialistas reforçam a importância do equilíbrio.

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Recomendações médicas sobre o uso de telas

A Sociedade Brasileira de Pediatria e a Organização Mundial da Saúde orientam evitar telas até os dois anos. Esse período, vale destacar, é decisivo para a maturação neurológica. Depois dessa fase, o uso deve ser limitado e supervisionado. Ainda assim, a prioridade precisa ser o movimento livre e as interações reais.

Sinais de alerta no desenvolvimento motor

As habilidades motoras se dividem em finas e grossas. As finas envolvem ações delicadas, como desenhar e abotoar roupas. Já as grossas incluem correr, pular e subir escadas. Quando surgem dificuldades frequentes, os pais devem observar com atenção. Segundo a pediatra Ana Carolina Viegas, esses sinais podem ser sutis no cotidiano. Entretanto, quando persistem, exigem avaliação profissional.

Pequenos atrasos podem ocorrer. Contudo, se comprometem atividades diárias, a orientação especializada se torna essencial. A avaliação pediátrica ajuda a diferenciar variações normais de atrasos significativos.

Intervenção precoce faz diferença

Após a identificação de atrasos, iniciar estímulos precoces é fundamental. O cérebro infantil apresenta alta plasticidade. Assim, responde melhor às intervenções realizadas cedo. Fisioterapia, terapia ocupacional e atividades psicomotoras fortalecem coordenação e autonomia. Dessa forma, aumentam as chances de recuperação completa.

O neurologista infantil Marcelo Masrula destaca que movimento e aprendizagem caminham juntos. Cada gesto, portanto, contribui para linguagem, atenção e comportamento.

Ambiente familiar e estímulos positivos

O desenvolvimento motor resulta da interação entre genética e ambiente. Sono adequado, boa alimentação e oportunidades de movimento fazem diferença. Brincadeiras, esportes e atividades manuais estimulam corpo e mente. Logo, reduzir o tempo de telas e ampliar essas experiências é uma escolha decisiva para o futuro infantil.

Com base em informações do portal Metrópoles.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.

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