HECI alerta: hábitos aumentam risco de câncer colorretal
A unidade destaca que, apesar de comum, esse tipo de câncer ainda é pouco percebido pela população nas fases iniciais, o que pode comprometer o tratamento.

O Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI) reforça o alerta para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer colorretal, especialmente durante a semana do Dia Nacional da doença. A data é lembrada nesta sexta-feira (27). A unidade destaca que, apesar de comum, esse tipo de câncer ainda é pouco percebido pela população nas fases iniciais, o que pode comprometer o tratamento.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiDe acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 53.810 novos casos de câncer de cólon e reto por ano no triênio 2026-2028. No Espírito Santo, a previsão é de 980 novos diagnósticos anuais. A doença se desenvolve no intestino grosso e pode atingir diferentes partes do cólon e do reto, localizado antes do ânus.
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Segundo o médico coordenador do serviço de endoscopia do HECI, Ricardo Dardengo, os sintomas costumam surgir de forma discreta, o que exige atenção redobrada. “As queixas mais comuns incluem a presença de sangue nas fezes, que às vezes só um exame detecta, além de alterações no hábito intestinal, como diarreia ou prisão de ventre por várias semanas.Também podem ocorrer dor abdominal frequente, sensação de esvaziamento incompleto do intestino, perda de peso sem causa aparente, fraqueza ou anemia. Esses sinais variam conforme a localização da lesão”, explica.
Hábitos aumentam risco de câncer colorretal
Além disso, o especialista destaca que os principais fatores de risco estão relacionados ao estilo de vida. “Sedentarismo, tabagismo, excesso de gordura corporal, consumo de bebidas alcoólicas, ingestão elevada de carnes vermelhas e processadas, além de alimentos ultraprocessados e baixo consumo de fibras, como cereais integrais, leguminosas, frutas e vegetais, aumentam o risco da doença”, afirma Dardengo.
Outros fatores também influenciam o desenvolvimento do câncer colorretal. Entre eles, estão condições genéticas ou hereditárias, doenças inflamatórias intestinais crônicas, histórico pessoal ou familiar de pólipos ou câncer, além da exposição ocupacional à radiação ionizante.
No que diz respeito ao diagnóstico, o médico ressalta a importância do rastreamento. “O exame de rastreamento para pessoas sem histórico de câncer a partir dos 45 anos, ou conforme avaliação clínica. A colonoscopia é considerada o padrão-ouro, pois permite visualizar o intestino, retirar pólipos e realizar biópsias, evitando que lesões evoluam para câncer ou identificando a doença ainda em estágio inicial”, detalha.
Exames
Outros exames também auxiliam na investigação. A retossigmoidoscopia permite a visualização do reto e do sigmoide, regiões mais frequentemente afetadas. Já o exame de sangue oculto nas fezes, por ser não invasivo, funciona como triagem inicial. Caso o resultado seja positivo, a colonoscopia é recomendada.
O tratamento varia de acordo com o estágio da doença e pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia. No entanto, quando o diagnóstico ocorre precocemente, as chances de cura aumentam significativamente.
Referência em oncologia clínica e cirúrgica, o HECI atende pacientes de toda a região sul capixaba e também de outros estados. A unidade oferece um serviço completo, com radioterapia, quimioterapia, braquiterapia, além de cirurgias oncológicas e robóticas, ampliando as possibilidades de tratamento e cuidado aos pacientes.
Com informações da assessoria do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI).
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