Saúde e Bem-estar

Lúpus: o que é, como afeta os rins e quais tratamentos existem

O lúpus pode atingir os rins, mas diagnóstico precoce melhora o prognóstico.

- a foto alude a lúpus nos rins
Fonte: Freepik

O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença autoimune. Nesse cenário, o sistema imunológico ataca tecidos saudáveis. Como resultado, diversos órgãos sofrem impacto.

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Entre eles, os rins recebem atenção especial. Isso ocorre porque o lúpus frequentemente causa inflamação renal. Essa condição recebe o nome de nefrite lúpica.

Embora cada paciente apresente sintomas distintos, o comprometimento renal surge com frequência. Portanto, o acompanhamento constante se torna indispensável.

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Como o lúpus afeta os rins?

A nefrite lúpica geralmente se manifesta como glomerulonefrite. Ou seja, há inflamação nos filtros dos rins.

Inicialmente, o quadro pode parecer discreto. Por exemplo, surgem pequenas alterações urinárias, como:

  • Hematúria (sangue na urina);
  • Proteinúria leve (perda de proteína).

Entretanto, em situações mais graves, ocorre insuficiência renal. Por isso, o monitoramento precisa ser contínuo.

Nesse contexto, médicos utilizam exames simples para rastrear alterações:

  • Exame de urina (“Urina I”);
  • Dosagem de creatinina no sangue.

Caso necessário, o profissional solicita exames complementares. Assim, ele avalia a extensão do dano renal.

Por que a biópsia renal é tão importante?

Quando há suspeita de lesão renal, a biópsia se torna fundamental. Nesse procedimento, o médico retira um pequeno fragmento do rim. Em seguida, o laboratório analisa o tecido. Dessa forma, identifica o tipo de nefrite lúpica.

A Organização Mundial da Saúde classifica essa condição em seis tipos. Cada classe exige uma abordagem terapêutica específica. A biópsia indica se a doença evoluiu para fase crônica. Nesse caso, o médico ajusta a estratégia de tratamento.

Quais são os tratamentos para nefrite lúpica?

O tratamento busca controlar a inflamação e preservar a função renal. Para isso, médicos utilizam medicamentos imunossupressores.

Entre os principais, destacam-se:

  • Prednisona (via oral);
  • Azatioprina (via oral);
  • Metilprednisolona (via endovenosa);
  • Ciclofosfamida (oral ou endovenosa).

Frequentemente, profissionais aplicam pulsoterapia com medicações intravenosas. Assim, eles controlam fases mais intensas da doença.

O que acontece quando a doença não é tratada?

Sem tratamento adequado, a nefrite lúpica pode evoluir. Consequentemente, pode surgir insuficiência renal crônica.

Ainda assim, mesmo em fases avançadas, o paciente conta com suporte clínico. Nesse sentido, medidas simples fazem diferença:

  • Controle rigoroso da pressão arterial;
  • Ajustes na alimentação;
  • Acompanhamento médico regular.

Essas ações retardam a progressão da doença. Logo, aumentam o tempo de preservação da função renal.

Prognóstico: há motivo para preocupação?

Atualmente, o cenário mudou. Com tratamentos mais eficientes, a sobrevida melhorou significativamente.Embora cerca de 20% dos casos avancem para insuficiência renal terminal, muitos pacientes evoluem bem. Inclusive, aqueles que precisam de diálise ou transplante apresentam bons resultados.

Além disso, a atividade do lúpus costuma permanecer controlada nesses casos. Portanto, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado fazem toda a diferença. Em síntese, informação e acompanhamento médico garantem mais qualidade de vida.

Com base em dados do portal Sociedade Brasileira de Nefrologia.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.