Saúde e Bem-estar

Está na tela: crime de medicamentos falsificados no Brasil

A novela expõe riscos de remédios falsificados e reforçou como identificar e evitar produtos perigosos.

A foto alude à novela que aborda crime de falsificação de remédios
Foto: Redes Sociais

Qualquer semelhança não é mera coincidência – essa frase combina com a novela Três Graças, que acendeu o alerta sobre medicamentos falsificados no Brasil. A produção mostrou como a compra de medicamentos sem procedência pode causar danos graves e, embora pareça apenas ficção, o problema é real e cada vez mais presente. Além disso, autoridades reforçam que a falsificação circula com facilidade, especialmente quando a população busca preços baixos sem verificar origem. Assim, entender esse cenário se torna essencial para proteger a saúde e evitar riscos desnecessários.

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O tema ganhou força porque, além de dramatizar a prática criminosa, a novela destacou o quanto a desinformação favorece golpes. Dessa forma, especialistas alertam que criminosos exploram a vulnerabilidade de quem necessita de tratamento contínuo. Por isso, compreender quais medicamentos sofrem mais falsificação e como agir diante da suspeita ajuda a reduzir prejuízos e ampliar a segurança do consumidor.

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Medicamentos mais falsificados no Brasil

Segundo a Anvisa, os produtos mais adulterados incluem:

  • Antibióticos
  • Analgésicos de alto consumo
  • Anabolizantes
  • Medicamentos para emagrecimento
  • Tratamentos para disfunção erétil
  • Hormônios e suplementos sem registro
  • Cosméticos com apelo medicinal

Esses itens apresentam alta demanda e circulação intensa, o que amplia o interesse do mercado ilegal.

De forma mais específica, de acordo com o CFF, em 2025, os medicamentos mais frequentemente encontrados na lista de medicamentos falsificados até o momento, de empresas desconhecidas, foram:

  • Cloridrato de fluoxetina: indicado para o tratamento da depressão, associada ou não a ansiedade, da bulimia nervosa, do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e do transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), incluindo tensão pré-menstrual (TPM), irritabilidade e disforia.
  • Botox: marca de toxina botulínica usada para amenizar linhas de expressão).
  • Dysport: marca de toxina botulínica tipo A).
  • Mounjaro: tirzepatida, que age como análogo do hormônio GLP-1.
  • Keytruda: medicamento injetável usado para tratar vários tipos de câncer, incluindo melanoma, câncer de pulmão, de estômago, de cabeça e pescoço, de células renais, câncer cervical, câncer colorretal e linfoma de Hodgkin.
  • Opdivo: medicamento injetável usado para tratar vários tipos de câncer, assim como o Keytruda.
  • Durateston: propionato de testosterona (hormônio masculino).
  • Oppy: analgésico opiáceo forte, de tarja preta, utilizado para alívio de dor intensa.

Como agir diante de suspeita

As autoridades orientam medidas práticas e imediatas:

  • Verifique o registro da Anvisa no rótulo e no site oficial.
  • Confira embalagens, lacres e número de lote.
  • Desconfie de preços muito baixos ou “promoções” em redes sociais.
  • Compre apenas em farmácias autorizadas e exija nota fiscal.
  • Interrompa o uso caso note odor, cor, textura ou embalagem incomuns.
  • Denuncie à Vigilância Sanitária ou ao canal da Anvisa.

Saiba como denunciar

Medicamentos falsificados e farmácias irregulares podem ser denunciados pelo consumidor aos seguintes órgãos:

  • Procon
  • Vigilância Sanitária local
  • Conselho Regional de Farmácia
  • Anvisa
  • Polícia local

O Sindusfarma destaca que a falsificação de medicamentos caiu de forma significativa após o Brasil classificar esse crime como hediondo. Conforme a entidade, a mudança reduziu especialmente as fraudes envolvendo remédios industrializados. A medida ganhou força depois de uma onda de falsificações de um medicamento usado no tratamento do câncer de próstata, o Androcur, que levou autoridades a reforçar o combate ao mercado ilegal.

Em 1988, o caso das pílulas de farinha ganhou repercussão nacional após o Ministério da Saúde retirar do mercado o anticoncepcional Microvlar, produzido pela Schering. A empresa admitiu ter fabricado mais de 600 mil cartelas para testes de máquina, mas não soube informar quantas chegaram às farmácias. O presidente atribuiu a circulação do produto a um possível desvio. A fábrica foi interditada e multada em R$ 2,7 milhões.

O farmacêutico e o combate à falsificação de medicamentos

O farmacêutico exerce papel essencial no combate aos medicamentos falsificados, porque atua na linha de frente da dispensação e identifica inconsistências que passam despercebidas pelo público. Ele verifica lacres, lotes, embalagens, origem dos produtos e documentos fiscais, além de orientar o paciente sobre riscos e sinais de fraude. Ao notificar suspeitas às autoridades sanitárias e reforçar boas práticas nas farmácias, o profissional ajuda a bloquear a circulação de itens adulterados e protege a saúde da população.

Com informaçoes do portal Globo.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.