Saúde e Bem-estar

Por que despedidas doem tanto? A ciência explica

Despedidas ativam áreas do cérebro ligadas à dor, memória e estresse, segundo especialistas em saúde mental.

A foto mostra pessoa triste com adeus
Fonte: Freepik

Você já sentiu um aperto no peito ao dizer adeus. Mesmo quando a despedida parece necessária ou combinada. Ainda assim, o cérebro reage de forma intensa. Isso acontece porque vínculos garantem segurança emocional. Quando eles se rompem, o cérebro entra em estado de alerta.

Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aqui

Segundo especialistas, o cérebro se organiza a partir das relações. Desde cedo, ele cria laços para gerar previsibilidade. Além disso, esses vínculos fortalecem identidade e pertencimento. Portanto, qualquer afastamento soa como ameaça interna. Assim, a despedida ativa respostas emocionais profundas.

Leia também – Síndrome do coração partido: como o estresse emocional afeta o órgão

O significado emocional por trás do adeus

De acordo com o psiquiatra Gustavo Yamin Fernandes, a dor vai além da pessoa. Na prática, a despedida rompe rotinas e planos futuros. Além disso, ela afeta a sensação de quem somos. Consequentemente, o cérebro interpreta essa ruptura como perda simbólica. Por isso, o sofrimento aparece mesmo sem perigo real.

Embora a razão compreenda a situação, a emoção assume o controle. Nesse sentido, o cérebro reage como se algo essencial faltasse. Assim, sentimentos como tristeza e ansiedade surgem rapidamente. Além disso, o corpo responde com sinais físicos. Dessa forma, mente e corpo sentem o impacto juntos.

Áreas do cérebro ativadas nas despedidas

Durante uma despedida, várias regiões cerebrais entram em ação. A amígdala intensifica medo, tristeza e ansiedade. Enquanto isso, o córtex cingulado anterior processa dor emocional. Por esse motivo, a dor emocional se parece com dor física. Além disso, a ínsula provoca aperto no peito e nó na garganta.

O hipocampo resgata memórias afetivas ligadas à pessoa. Assim, lembranças aumentam a intensidade da emoção. Já o córtex pré-frontal tenta racionalizar a situação. No entanto, ele nem sempre consegue conter a emoção. Além disso, o sistema de recompensa reduz sensações de prazer.

Segundo o neurologista Sérgio Jordy, o cérebro ativa áreas da dor física. Por isso, o corpo sente a despedida de forma concreta. Consequentemente, o sofrimento parece físico e emocional ao mesmo tempo.

Memória, ausência e impacto emocional

A memória afetiva intensifica o sofrimento das despedidas. Quando alguém parte, o cérebro sente a ausência completa. Isso inclui hábitos, conversas e experiências compartilhadas. Além disso, pensamentos repetitivos podem surgir. Assim, a concentração e o prazer diminuem temporariamente.

Em despedidas mais profundas, alterações emocionais aparecem. Mudanças no sono, no apetite e no humor são comuns. Em alguns casos, ansiedade ou depressão se desenvolvem. Por isso, atenção à saúde mental se torna essencial. O acompanhamento profissional ajuda quando o sofrimento persiste.

Como o cérebro aprende a lidar com a despedida

Apesar da dor inicial, o cérebro possui capacidade de adaptação. Com o tempo, as memórias perdem intensidade emocional. Além disso, novos vínculos ajudam na reorganização emocional. Sono adequado e apoio social aceleram esse processo. Assim, o cérebro ressignifica a ausência gradualmente.

Cuidar da saúde mental faz toda a diferença. Portanto, acolher emoções é parte do caminho. Com o tempo, o adeus deixa de doer tanto.

Com base em informações do portal Metrópoles.

Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.