Por que o transplante de rim é o mais comum no Brasil?

O transplante de rim lidera a lista de transplantes realizados no Brasil. Esse cenário reflete, principalmente, o crescimento de doenças crônicas. Além disso, muitos brasileiros convivem com problemas renais sem diagnóstico. Por isso, especialistas alertam para a importância da prevenção. Quando a função renal diminui de forma grave, médicos indicam terapias substitutivas. Nesse contexto, o transplante surge como a alternativa mais eficaz para recuperar qualidade de vida.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiAtualmente, entre 40 mil e 42 mil pessoas aguardam um rim na fila nacional. Esses dados pertencem ao Ministério da Saúde do Brasil. O sistema coordena a distribuição de órgãos por meio do Sistema Nacional de Transplantes. Entretanto, o número de pacientes cresce continuamente. Isso acontece porque doenças como hipertensão e diabetes aumentam ano após ano. Consequentemente, cresce também a demanda por transplantes.
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Doenças crônicas aumentam os casos de falência renal
A insuficiência renal surge, na maioria das vezes, após anos de agressão silenciosa aos rins. Entre as principais causas estão a hipertensão arterial e o diabetes. Essas condições danificam os vasos sanguíneos renais. Como resultado, os rins perdem gradualmente a capacidade de filtrar o sangue.
Hoje, cerca de 180 mil brasileiros dependem de terapias renais substitutivas. Entre os tratamentos disponíveis estão a hemodiálise e a diálise peritoneal. Esses procedimentos substituem parcialmente a função renal. No entanto, eles não restauram totalmente a autonomia do paciente.
Aproximadamente 92% desses pacientes realizam hemodiálise regularmente. Mesmo assim, muitos aguardam o transplante como possibilidade de vida mais ativa e independente.
Doença renal evolui sem sintomas claros
A doença renal crônica avança de forma silenciosa. Portanto, muitos pacientes não percebem sinais no início. Diferente de outras doenças, a dor raramente aparece nas fases iniciais.
Segundo nefrologistas, os médicos indicam o transplante quando ocorre falência renal. Nesse estágio, os rins funcionam com menos de 15% da capacidade normal. Dessa forma, o organismo não consegue eliminar toxinas adequadamente. Consequentemente, o paciente necessita de tratamento especializado e acompanhamento médico constante.
Principais doenças que levam ao transplante de rim
Diversas condições podem comprometer os rins. Entretanto, algumas doenças aparecem com maior frequência no Brasil. Entre elas destacam-se:
- hipertensão arterial
- diabetes
- glomerulonefrites
- doença renal policística
- cálculos renais recorrentes
- refluxo urinário
- doenças da próstata
Além disso, o uso frequente de anti-inflamatórios sem orientação médica aumenta o risco de lesões renais. Portanto, especialistas recomendam cautela com a automedicação.
Como funciona a fila para transplante de rim
O transplante pode ocorrer com rim de doador vivo ou falecido. Como o ser humano possui dois rins, uma pessoa saudável pode doar um deles. Entretanto, o sistema brasileiro segue critérios rigorosos de compatibilidade. Médicos avaliam fatores importantes antes da cirurgia.
Entre os principais critérios estão:
- tipo sanguíneo
- compatibilidade imunológica
- sistema HLA
- tempo de inscrição na fila
Além disso, crianças, adolescentes e pacientes em estado grave recebem prioridade. Antes do transplante, médicos realizam o exame chamado prova cruzada. Esse teste identifica possíveis riscos de rejeição do órgão.
Quem pode entrar na lista de transplante
Muitas pessoas acreditam que apenas pacientes em diálise entram na fila. Entretanto, médicos podem indicar avaliação antes dessa fase.
Pacientes com função renal abaixo de 10% já podem ingressar na lista. Nesses casos, especialistas analisam as condições clínicas e o estágio da doença.
Prevenção ainda é a melhor estratégia
A prevenção das doenças renais depende de hábitos simples. No entanto, essas atitudes protegem a saúde a longo prazo. Entre as recomendações médicas estão:
- controlar a pressão arterial
- acompanhar o diabetes regularmente
- reduzir sal e açúcar
- praticar atividade física
- manter peso saudável
- evitar automedicação
Além disso, exames periódicos ajudam no diagnóstico precoce. O exame de creatinina, por exemplo, avalia a função renal e detecta alterações iniciais.
Doação de órgãos pode salvar milhares de vidas
No Brasil, a família autoriza a doação de órgãos após a morte. Por isso, especialistas incentivam conversas sobre o tema dentro de casa. Essa decisão pode transformar a vida de milhares de pessoas. Além disso, a doação ajuda a reduzir a fila e oferece uma nova chance para pacientes com insuficiência renal.
Com base em informações do portal Terra.
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