Saúde e Bem-estar

Refrigerante zero aumenta risco no fígado; estudo alerta

Estudo europeu revela que refrigerantes zero também elevam o risco de doença hepática.

A foto mostra refrigerantes diets ou zero
Foto: Freepik

Um estudo apresentado na Semana Europeia de Gastroenterologia revelou que tanto refrigerantes tradicionais quanto versões zero e diet podem aumentar o risco de doença hepática. Os pesquisadores analisaram dados de mais de 123 mil pessoas sem histórico prévio de problemas no fígado. Com isso, eles investigaram como o consumo diário dessas bebidas se relaciona ao acúmulo de gordura hepática e ao risco de mortalidade.

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Além disso, o levantamento utilizou questionários alimentares repetidos ao longo de vários anos. Por isso, os cientistas conseguiram comparar hábitos, frequência de consumo e evolução clínica. Dessa forma, o estudo apontou efeitos importantes mesmo entre quem prefere as opções sem açúcar.

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Riscos aumentam até 60%

O consumo diário superior a 250 gramas de bebidas com pouco ou nenhum açúcar elevou em 60% o risco de MASLD, doença hepática associada à disfunção metabólica. Já os refrigerantes tradicionais aumentaram o risco em 50%. Durante o acompanhamento, mais de mil voluntários desenvolveram a doença e 108 morreram por complicações hepáticas.

Embora os refrigerantes açucarados não tenham mostrado relação direta com mortalidade, as versões diet, light e zero foram associadas a um risco maior de morte relacionada ao fígado. Nos dois grupos, os pesquisadores observaram índices mais altos de gordura hepática.

Por que isso acontece

A MASLD, antes chamada de gordura no fígado não alcoólica, surge pelo acúmulo de gordura no órgão. Esse processo provoca inflamação, fadiga, dor abdominal e falta de apetite. Hoje, a condição é a doença hepática crônica mais comum no mundo, afetando cerca de 30% da população.

Segundo a pesquisadora Lihe Liu, existe uma falsa percepção de que versões sem açúcar seriam escolhas mais saudáveis. No entanto, o estudo mostrou aumento de risco mesmo com consumo moderado, como uma lata por dia. Isso ocorre porque bebidas diet podem interferir na microbiota, alterar a saciedade e estimular insulina, favorecendo o acúmulo de gordura hepática.

Trocar refrigerante por água reduz riscos

Os pesquisadores reforçam que reduzir refrigerantes — com ou sem açúcar — deve integrar estratégias de prevenção de doenças hepáticas e cardiometabólicas. A substituição por água reduziu o risco de doença hepática em até 15,2%, dependendo do tipo de bebida substituída.

Com base em informações do portal Terra.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.