Tuberculose peritoneal: a doença que matou Erlan Bastos
A tuberculose peritoneal evolui de forma discreta, dificulta o diagnóstico e pode levar a complicações graves. Saiba mais.

A morte do apresentador da Band Erlan Bastos, aos 32 anos, chamou atenção para a tuberculose peritoneal. Além disso, o caso expôs uma forma pouco conhecida da doença. Assim, o diagnóstico tardio ganha destaque. Portanto, compreender os sinais se torna fundamental. Dessa forma, informação pode salvar vidas.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiSegundo relatos da emissora e de pessoas próximas, Erlan apresentava sintomas desde o ano passado. No entanto, a doença evoluiu de forma silenciosa. Assim, o quadro se agravou progressivamente. Consequentemente, o diagnóstico não ocorreu de forma precoce. Por isso, o caso gerou comoção e alerta.
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O que é a tuberculose peritoneal
A tuberculose é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Embora a forma pulmonar seja mais comum, a infecção pode atingir outros órgãos. Dessa forma, surgem as tuberculoses extrapulmonares. Logo, a peritoneal representa uma dessas manifestações.
Na tuberculose peritoneal, a bactéria alcança o peritônio. Essa membrana reveste a cavidade abdominal. Além disso, envolve órgãos como intestino, fígado e estômago. Trata-se de uma forma rara. No entanto, apresenta potencial grave.
Principais sintomas da doença
Os sintomas costumam surgir de maneira lenta. Assim, muitas vezes se confundem com outras enfermidades. Portanto, o diagnóstico se torna difícil.
Entre os sinais mais frequentes estão:
- Dor abdominal persistente;
- Inchaço abdominal;
- Perda de peso inexplicada;
- Febre baixa contínua;
- Cansaço excessivo;
- Falta de apetite;
- Ascite, que é o acúmulo de líquido no abdômen.
Diferentemente da tuberculose pulmonar, não há tosse persistente. Por isso, o quadro passa despercebido por meses.
Por que o diagnóstico costuma atrasar
O Ministério da Saúde destaca que a tuberculose extrapulmonar exige investigação mais complexa. No caso peritoneal, exames simples nem sempre detectam a bactéria. Além disso, os sintomas se parecem com câncer abdominal ou cirrose.
A confirmação geralmente requer exames de imagem. Além disso, pode incluir análise do líquido abdominal. Em alguns casos, a biópsia do peritônio se torna necessária. Logo, o processo diagnóstico leva tempo.
Tratamento e riscos da demora
O tratamento segue o protocolo padrão da tuberculose. Assim, médicos utilizam antibióticos combinados por seis meses ou mais. Quando iniciado cedo, o tratamento costuma ser eficaz.
No entanto, a demora aumenta o risco de complicações. Entre elas estão inflamação intensa, obstrução intestinal e infecção generalizada. Consequentemente, o risco de morte cresce.
O caso de Erlan Bastos reforça um alerta importante. A tuberculose ainda existe. Além disso, pode assumir formas silenciosas. Portanto, sintomas persistentes exigem investigação. Diagnóstico precoce segue sendo a principal ferramenta de prevenção.
Com base nas informações do portal Métropoles.