Saúde e Bem-estar

Saiba os motivos da Unicef declarar guerra contra ultraprocessados

Unicef reúne evidências que ligam ultraprocessados a riscos graves na saúde infantil.

A foto mostra criança comendo ultraprocessado
Fonte: Freepik

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou revisão global sobre ultraprocessados. O documento reúne evidências científicas recentes. Além disso, ele destaca impactos diretos na saúde infantil. Portanto, especialistas reforçam a urgência do debate público. Sobretudo, o foco recai sobre crianças e adolescentes.

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A publicação saiu em dezembro de 2025. Consequentemente, ela consolida dados de diversos países. Além disso, pesquisadores analisaram estudos independentes. Assim, o relatório fortalece políticas de prevenção. Principalmente, ele orienta decisões em saúde pública.

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O que a revisão revela

A análise associa o consumo frequente de ultraprocessados a diversos problemas. Primeiramente, ela aponta aumento de sobrepeso e obesidade. Além disso, identifica maior incidência de cáries e erosão dentária. Também observa risco de desnutrição oculta. Ou seja, a criança pode ingerir calorias e ainda faltar nutrientes.

O documento ainda relaciona esses produtos ao atraso no crescimento. Além disso, ele indica maior risco de anemia. A longo prazo, pesquisadores associam o consumo ao diabetes tipo 2. Em alguns casos, estudos sugerem impactos na saúde mental. Portanto, o cenário preocupa autoridades sanitárias.

Instituições envolvidas na pesquisa

Pesquisadores de diferentes países participaram da revisão. Entre eles, destacam-se equipes da Universidade de São Paulo. Além disso, colaboraram o Instituto Nacional de Saúde Pública do México. Também contribuíram a Universidade de Gana e a Universidade de Sidney. Assim, o relatório reúne base científica internacional.

Os especialistas buscaram consolidar conhecimento já existente. Consequentemente, eles ofereceram base sólida para políticas públicas. Além disso, reforçaram estratégias de prevenção alimentar.

Mudança no perfil nutricional infantil

Dados recentes revelam transformação no cenário brasileiro. Atualmente, a obesidade supera a desnutrição entre jovens. Em 2000, cerca de 5% apresentavam obesidade. Em 2022, o índice chegou a 15%. Enquanto isso, a desnutrição caiu levemente.

Apesar da redução, especialistas alertam para novo desafio. Ultraprocessados não resolvem a má nutrição. Pelo contrário, eles agravam desequilíbrios alimentares. Esses produtos concentram açúcar, gordura e sódio. Além disso, oferecem baixo valor nutricional.

Por que crianças são mais vulneráveis

Segundo representantes do Unicef, crianças sofrem mais impactos. Elas ainda formam hábitos alimentares. Portanto, o ambiente alimentar influencia escolhas futuras. Além disso, a publicidade amplia o consumo precoce. Consequentemente, padrões pouco saudáveis se consolidam.

O relatório também alerta para abandono de dietas tradicionais. Assim, alimentos naturais perdem espaço nas refeições. Com o tempo, o risco de doenças crônicas aumenta. Por isso, especialistas defendem ações preventivas imediatas.

Prevenção começa na infância

O Unicef reforça a necessidade de políticas públicas eficazes. Além disso, recomenda educação alimentar desde cedo. Escolas e famílias desempenham papel decisivo. Portanto, escolhas conscientes reduzem riscos futuros. Sobretudo, informação qualificada protege a saúde infantil.

Com base em informações do portal Metrópoles.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.