Saúde e Bem-estar

Dores na menopausa podem ter causa pouco conhecida; entenda os sinais

Dores musculares e articulares também podem ser sintomas da menopausa e exigem diagnóstico correto para evitar evolução para dor crônica.

A foto mostra a atriz Cláudia Raia
Fonte: Redes Sociais

Ondas de calor, alterações de humor e dificuldade para dormir são sintomas conhecidos da menopausa. No entanto, muitas mulheres convivem com dores persistentes nas articulações e nos músculos sem imaginar que essas queixas também podem estar relacionadas às mudanças hormonais dessa fase da vida.

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O tema ganhou destaque após a atriz Claudia Raia revelar que passou quase dois anos com dores intensas antes de receber o diagnóstico de síndrome musculoesquelética associada à menopausa. O relato chamou atenção para uma condição ainda pouco conhecida, que pode ser confundida com fibromialgia ou doenças reumatológicas e atrasar o tratamento adequado.

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Por que a menopausa pode causar dores no corpo?

A principal causa está na redução dos níveis de estrogênio, hormônio que exerce papel importante na saúde dos músculos, tendões, cartilagens e articulações.

Além de participar da produção e manutenção do colágeno, o estrogênio possui ação anti-inflamatória. Quando sua concentração diminui durante a menopausa, aumenta a predisposição a dores, rigidez muscular e inflamações.

Especialistas explicam que esse conjunto de sintomas é conhecido como síndrome musculoesquelética da menopausa. Embora ainda seja pouco divulgado, ele afeta diretamente a qualidade de vida de milhões de mulheres.

Quais são os sintomas mais comuns?

As dores podem surgir de forma gradual e variar de intensidade.

Entre os sinais mais frequentes estão:

  • Dor nas articulações.
  • Rigidez ao acordar.
  • Dor muscular persistente.
  • Desconforto nos ombros, joelhos, mãos e cotovelos.
  • Redução da mobilidade.
  • Dificuldade para realizar atividades do dia a dia.

Esses sintomas costumam aparecer, assim, durante o climatério, período de transição que antecede a menopausa, e podem continuar após o fim da menstruação.

Por que muitas mulheres demoram a receber o diagnóstico?

Como a dor nas articulações também ocorre em outras doenças, a síndrome musculoesquelética frequentemente passa, desse modo, despercebida.

Em muitos casos, as pacientes recebem tratamento para fibromialgia ou doenças reumatológicas antes que a relação entre os sintomas e a menopausa seja investigada. Essa demora pode favorecer a evolução para dor crônica, tornando o tratamento mais difícil.

Conforme estudos publicados na revista científica “Maturitas”, mais da metade das mulheres apresenta artralgia — termo médico utilizado para definir dor nas articulações — durante a menopausa.

No Brasil, dados do “IBGE” indicam que cerca de 30 milhões de mulheres vivem o climatério ou a menopausa, o que reforça a importância do diagnóstico precoce.

Quando procurar atendimento médico?

Nem toda dor durante a menopausa deve ser considerada normal. É importante buscar avaliação médica quando o desconforto:

1. Persiste por semanas ou meses

Dores contínuas merecem investigação para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.

2. Limita atividades diárias

Quando caminhar, subir escadas ou realizar tarefas simples se torna difícil, a avaliação profissional é fundamental.

3. Surge junto com outros sintomas da menopausa

Ondas de calor, alterações menstruais, insônia e mudanças de humor podem ajudar a relacionar o quadro às alterações hormonais.

Como ocorre o tratamento?

O tratamento varia conforme o histórico de saúde e a intensidade dos sintomas. Na maioria dos casos, especialistas recomendam uma abordagem multidisciplinar. Entre as principais estratégias estão:

  • Prática regular de exercícios físicos, especialmente atividades de fortalecimento muscular.
  • Controle do peso corporal.
  • Fisioterapia, quando indicada.
  • Alimentação equilibrada.
  • Avaliação ginecológica para verificar a possibilidade de terapia hormonal, quando não houver contraindicações.

O objetivo é aliviar a dor, preservar a mobilidade e evitar que o quadro evolua para limitações permanentes.

Dor não é parte natural do envelhecimento

Muitas mulheres acreditam que sentir dores constantes faz parte do envelhecimento. No entanto, especialistas alertam que esse pensamento pode atrasar o diagnóstico e comprometer a qualidade de vida.

Reconhecer que a menopausa também pode provocar sintomas musculoesqueléticos permite, dessa forma, iniciar o tratamento mais cedo e reduzir o impacto da dor no cotidiano. Com acompanhamento médico e hábitos saudáveis, é possível controlar os sintomas e atravessar essa fase com mais conforto e bem-estar.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.