Saúde do coração da mulher: mitos que podem atrapalhar a prevenção
Mulheres precisam cuidar da saúde cardiovascular em todas as fases da vida, conhecendo fatores de risco e sinais de alerta.

Cuidar do coração não deve começar apenas depois da menopausa. Mulheres de diferentes idades também precisam acompanhar pressão, colesterol, glicemia e outros fatores de risco. As doenças cardiovasculares incluem infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e hipertensão. Juntas, elas representam uma das principais causas de morte no Brasil, especialmente quando falamos sobre doenças cardiovasculares em mulheres.
Em 2024, aproximadamente 399 mil brasileiros morreram por doenças do aparelho circulatório, segundo dados oficiais. O número reforça a importância da prevenção, inclusive entre mulheres mais jovens. Além dos fatores conhecidos, a saúde cardiovascular feminina envolve aspectos como gestação, menopausa, alterações hormonais e algumas doenças inflamatórias. Por isso, conhecer os principais mitos sobre doenças cardiovasculares em mulheres ajuda a reconhecer riscos e buscar acompanhamento no momento adequado.
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Mulheres têm menos risco de doenças do coração?
Não. A ideia de que o coração feminino permanece protegido durante toda a vida pode atrasar a prevenção, especialmente no que se refere a doenças cardiovasculares em mulheres.
O risco cardiovascular aumenta com fatores como pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo e excesso de peso.
Além disso, o histórico familiar também merece atenção. Complicações durante a gestação, como hipertensão e pré-eclâmpsia, também podem indicar maior risco cardiovascular futuro.
Portanto, a prevenção deve acompanhar a mulher durante diferentes fases da vida.
Infarto sempre provoca dor forte no peito?
Não. A dor ou pressão no peito continua entre os principais sinais de infarto. Porém, algumas mulheres também apresentam manifestações diferentes quando falamos em doenças cardiovasculares em mulheres.
Falta de ar, náusea, vômito, palpitação, fraqueza e cansaço intenso podem acompanhar um evento cardiovascular.
Esses sintomas podem parecer apenas consequência de estresse, indisposição ou alterações hormonais. Entretanto, uma manifestação súbita ou muito diferente do habitual merece atenção.
Quando procurar atendimento?
Dor ou pressão no peito, falta de ar intensa, desmaio, mal-estar importante ou sintomas súbitos exigem atendimento de emergência.
Quanto mais rapidamente a pessoa recebe avaliação, maiores são as possibilidades de identificar e tratar um problema cardiovascular.
O coração precisa de cuidados apenas após a menopausa?
Não. A menopausa representa uma fase importante para a saúde cardiovascular, mas a prevenção começa antes dela.
A história reprodutiva também pode oferecer informações relevantes. Hipertensão e pré-eclâmpsia durante a gestação, por exemplo, podem aumentar o risco cardiovascular posteriormente.
Por isso, essas informações devem fazer parte do histórico de saúde.
Depois da menopausa, o colesterol perde importância?
Também não. Mudanças hormonais e metabólicas podem alterar alguns fatores relacionados ao coração.
Por isso, vale acompanhar pressão arterial, colesterol, glicemia, alimentação, atividade física e outros aspectos da saúde.
No entanto, nenhum resultado isolado determina sozinho o risco cardiovascular. A avaliação precisa considerar o conjunto de características de cada mulher.
Toda mulher precisa fazer os mesmos exames cardíacos?
Não. Não existe uma bateria de exames que sirva igualmente para todas as mulheres.
A necessidade de investigação depende de idade, sintomas, histórico familiar, doenças existentes e fatores de risco.
Dependendo da situação, a avaliação pode incluir exames de sangue, eletrocardiograma ou outros testes específicos.
Fazer muitos exames sem indicação não garante uma prevenção melhor. O mais importante é escolher a investigação adequada para cada situação e considerar as especificidades das doenças cardiovasculares em mulheres.
Uma mulher jovem e saudável pode esquecer o coração?
Não. Hábitos saudáveis reduzem riscos, mas não eliminam completamente a possibilidade de doenças cardiovasculares.
Uma mulher jovem pode apresentar pressão alta, alterações do colesterol, diabetes ou histórico familiar sem perceber.
Além disso, algumas doenças inflamatórias e autoimunes podem interferir na saúde cardiovascular.
Por isso, conhecer o histórico familiar e acompanhar fatores de risco continua importante mesmo durante a juventude.
Como proteger o coração no dia a dia?
A prevenção envolve medidas simples e contínuas. Manter atividade física regular, ter alimentação equilibrada, não fumar e acompanhar a pressão ajudam a reduzir riscos.
Também vale controlar colesterol e glicemia quando houver indicação. Consultas periódicas permitem identificar alterações antes do surgimento de complicações. Em resumo, falar sobre doenças cardiovasculares em mulheres é fundamental para uma saúde melhor.
Mais importante, não espere a menopausa ou o aparecimento de sintomas para começar a cuidar do coração.
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