Gordura abdominal: quando o acúmulo merece atenção
A localização da gordura corporal varia entre as pessoas, mas o excesso de gordura visceral apresenta maior relação com riscos metabólicos.

A forma como o corpo armazena gordura varia entre as pessoas. Genética, hormônios, idade, alimentação, sono, atividade física e composição corporal influenciam essa distribuição.
Por isso, ter gordura concentrada em uma determinada região não significa, sozinho, que exista algum problema de saúde. O tipo de gordura merece mais atenção do que a aparência corporal.
Leia também – Esclerose múltipla: por que os sintomas podem desaparecer?
Nesse contexto, a medicina diferencia principalmente a gordura subcutânea da visceral. A primeira fica logo abaixo da pele. Já a segunda se concentra na região abdominal, próxima aos órgãos.
Qual tipo de gordura oferece mais riscos à saúde?
A gordura visceral exige maior atenção porque apresenta relação com alterações metabólicas. Ela fica dentro da cavidade abdominal e envolve órgãos como fígado, rins e intestinos.
Esse tecido libera substâncias que podem favorecer processos inflamatórios e alterações no metabolismo. Como resultado, o excesso de gordura visceral pode aumentar o risco de diabetes tipo 2, pressão alta, colesterol elevado e gordura no fígado.
A gordura subcutânea, por sua vez, fica sob a pele e funciona como uma reserva de energia. Seu impacto metabólico tende a ser diferente daquele provocado pelo excesso de gordura visceral.
Portanto, a presença de gordura em áreas como quadris, coxas, braços ou abdômen não permite, sozinha, determinar o risco de doenças.
Por que homens e mulheres acumulam gordura de forma diferente?
A distribuição da gordura também sofre influência dos hormônios e da genética. Em mulheres em idade fértil, o estrogênio favorece maior armazenamento de gordura subcutânea nos quadris, glúteos e coxas.
Nos homens, o organismo tende a concentrar mais gordura na região abdominal. Esse padrão também pode aparecer em mulheres, principalmente conforme ocorrem mudanças hormonais ao longo da vida.
Entretanto, essa divisão não funciona como uma regra. Idade, sono, alimentação, medicamentos, prática de exercícios e quantidade de massa muscular também modificam a distribuição corporal.
Por isso, a localização da gordura não deve servir como diagnóstico isolado de alterações hormonais.
O IMC mostra onde está a gordura?
Não. O Índice de Massa Corporal (IMC) relaciona peso e altura, mas não identifica a distribuição da gordura.
O cálculo também não diferencia massa muscular de tecido adiposo. Dessa forma, uma pessoa pode apresentar um IMC dentro de determinada faixa e, ainda assim, concentrar uma quantidade elevada de gordura abdominal.
Por esse motivo, a avaliação da saúde metabólica precisa considerar outros indicadores além do peso corporal.
Quando a distribuição da gordura merece investigação?
Mudanças rápidas e inesperadas no padrão de distribuição corporal merecem atenção, principalmente quando aparecem junto com outros sinais.
Fraqueza muscular, estrias avermelhadas ou arroxeadas, pressão alta de difícil controle e alterações menstruais estão entre os sinais que justificam avaliação profissional.
Nessas situações, a investigação pode considerar condições endócrinas, como a síndrome de Cushing e a síndrome dos ovários policísticos (SOP), além de outras causas clínicas e hormonais.
A avaliação individual também ajuda a identificar alterações que não podem ser percebidas apenas pela aparência.
O que ajuda a reduzir os riscos associados à gordura visceral?
A alimentação equilibrada e a prática regular de atividade física fazem parte dos cuidados com a saúde metabólica. O sono adequado e a manutenção de massa muscular também entram nessa rotina.
Mais importante do que tentar eliminar gordura de uma região específica é acompanhar a saúde como um todo.
Assim, medidas corporais, histórico de saúde, exames e avaliação profissional podem oferecer uma visão mais completa do risco metabólico. A aparência, isoladamente, não determina a condição de saúde.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiVocê no aquinoticias.com
Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726