Saúde e Bem-estar

Doença renal: sinais que podem indicar problemas nos rins

Doença renal crônica pode avançar sem sintomas; alterações na urina, inchaço e pressão alta exigem atenção.

A foto mostra paciente no urologista
Fonte: Magnific

Os rins trabalham continuamente para filtrar o sangue, controlar líquidos e ajudar a equilibrar substâncias importantes no organismo. Mesmo assim, alterações nessa função podem passar despercebidas.

A doença renal crônica, por exemplo, costuma avançar sem sintomas nas fases iniciais. Por isso, reconhecer possíveis sinais e acompanhar os fatores de risco ajuda a identificar alterações mais cedo.

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Quais sinais podem indicar que os rins não estão bem?

Inchaço nas pernas, tornozelos ou ao redor dos olhos pode indicar retenção de líquidos. Alterações persistentes na urina também merecem atenção.

Urina muito espumosa, sangue na urina e mudanças importantes na quantidade eliminada podem indicar a necessidade de investigação.

Cansaço excessivo, falta de ar, perda de apetite, náuseas, coceira e câimbras também podem aparecer.

Entretanto, nenhum desses sinais confirma sozinho uma doença renal. Infecções, cálculos e outras condições também podem provocar alterações semelhantes.

Como a urina pode revelar alterações nos rins?

A urina pode fornecer pistas sobre o funcionamento renal. Por isso, mudanças persistentes na aparência ou na quantidade merecem avaliação.

A presença constante de espuma pode indicar perda de proteínas pela urina. Entre elas está a albumina, cuja eliminação pode sinalizar lesão renal.

Já o sangue na urina possui várias causas possíveis. Cálculos, infecções urinárias, alterações urológicas e algumas doenças renais podem provocar esse sinal.

A frequência urinária também importa. Aumento repentino, necessidade de urinar muitas vezes durante a noite ou redução importante do volume merecem investigação.

A cor da urina, por outro lado, sofre influência da hidratação, alimentação e medicamentos. Por isso, a análise deve considerar outros sinais.

Por que os rins podem causar inchaço e cansaço?

Os rins ajudam a controlar a quantidade de água e sódio no organismo. Quando a função renal sofre comprometimento importante, o corpo pode reter líquidos.

Esse processo pode provocar inchaço, principalmente nas pernas e nos tornozelos. Em algumas doenças, o edema também aparece ao redor dos olhos.

O cansaço pode surgir principalmente em fases mais avançadas. A anemia, alterações metabólicas e o acúmulo de substâncias no organismo podem contribuir. Porém, o cansaço possui muitas causas. Portanto, esse sintoma não permite atribuir automaticamente o problema aos rins.

Pressão alta também pode afetar os rins

Hipertensão e doença renal mantêm uma relação de mão dupla. A pressão alta pode contribuir para lesões nos rins.

Ao mesmo tempo, alterações renais podem favorecer o aumento da pressão arterial. Por isso, uma pressão difícil de controlar merece atenção.

Pessoas que precisam aumentar medicamentos para controlar a pressão também podem precisar investigar a função renal.

Quais exames ajudam a detectar doença renal?

A doença renal crônica pode permanecer silenciosa. Por isso, pessoas com fatores de risco precisam realizar acompanhamento mesmo quando se sentem bem.

Entre os exames utilizados estão a creatinina no sangue e a taxa de filtração glomerular estimada, conhecida como TFGe.

A avaliação da albuminúria também ajuda a identificar lesões nos rins. Um exame simples de urina pode detectar sangue, proteínas e outras alterações.

Assim, a avaliação não deve considerar apenas o resultado da creatinina. Cada exame fornece uma informação diferente sobre a saúde renal.

Quem precisa acompanhar os rins com mais atenção?

Pessoas com diabetes, hipertensão, doença cardiovascular ou histórico familiar de doença renal integram grupos de maior risco.

Obesidade, doenças autoimunes, episódios anteriores de lesão renal e algumas alterações urológicas também podem aumentar a necessidade de acompanhamento.

Além disso, o uso frequente de determinados medicamentos pode exigir atenção. Por isso, a automedicação merece cuidado, especialmente com anti-inflamatórios.

Fitoterápicos e suplementos também não são automaticamente seguros por terem origem natural.

Como proteger a saúde dos rins?

Controlar a pressão arterial e o diabetes ajuda a reduzir riscos. A prática regular de atividade física e uma alimentação equilibrada também contribuem.

Reduzir o excesso de sal é outra medida importante. Não fumar também protege a saúde geral e pode ajudar na prevenção de complicações.

A quantidade adequada de água varia conforme cada pessoa. Clima, atividade física e condições cardíacas e renais influenciam essa necessidade. Por isso, não existe uma regra de que quanto mais água uma pessoa bebe, melhor será para os rins.

O principal cuidado consiste em não esperar sintomas para começar a prevenção. Para quem apresenta fatores de risco, exames periódicos podem identificar alterações antes do avanço da doença.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.