Osteoporose: fatores de risco e como prevenir a perda óssea
A osteoporose reduz a resistência dos ossos e aumenta o risco de fraturas. Conheça os fatores de risco e as medidas de prevenção.

A osteoporose enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas, inclusive após quedas leves. A doença avança silenciosamente e, muitas vezes, só chama atenção quando ocorre uma lesão. Por isso, reconhecer os fatores de risco e adotar medidas preventivas ajuda a preservar a saúde óssea ao longo da vida.
Segundo o Ministério da Saúde e a Fundação Internacional de Osteoporose (IOF, na sigla em inglês), a perda de massa óssea está relacionada ao envelhecimento, às alterações hormonais, à alimentação e a determinadas condições de saúde. Alguns fatores não podem ser modificados, mas outros dependem dos hábitos cotidianos e dos cuidados médicos.
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Quais são os principais fatores de risco para osteoporose?
A osteoporose ocorre quando os ossos perdem densidade e resistência. Com isso, ficam mais vulneráveis a fraturas, especialmente no quadril, na coluna e no punho.
Entre os principais fatores de risco, destacam-se:
1. Histórico familiar: ter pais que sofreram fratura de quadril ou familiares com osteoporose pode aumentar a vulnerabilidade à doença.
2. Menopausa precoce: a redução do estrogênio acelera a perda óssea. Mulheres que entram na menopausa antes dos 45 anos apresentam maior risco.
3. Baixo peso corporal: o peso muito baixo pode estar associado a menor massa óssea e alterações hormonais que prejudicam a estrutura dos ossos.
4. Sedentarismo: a falta de atividade física reduz os estímulos necessários para preservar a força muscular e a saúde óssea.
5. Alimentação pobre em cálcio: a ingestão insuficiente desse mineral compromete a manutenção dos ossos.
6. Tabagismo e consumo excessivo de álcool: esses hábitos prejudicam a saúde óssea e, no caso do álcool, também aumentam o risco de quedas.
7. Uso prolongado de corticoides: medicamentos desse grupo podem acelerar a perda de massa óssea, principalmente quando utilizados por períodos prolongados.
A idade também influencia o risco. Entretanto, a doença pode aparecer antes da velhice, especialmente quando existem alterações hormonais, doenças associadas ou tratamentos que afetam os ossos.
Quais doenças e medicamentos podem enfraquecer os ossos?
Algumas condições de saúde interferem na formação e na manutenção da massa óssea. Entre elas estão diabetes, artrite reumatoide, hipertireoidismo e hiperparatireoidismo.
Doenças digestivas, como doença celíaca, doença de Crohn e colite ulcerativa, também podem prejudicar a absorção de nutrientes importantes para os ossos.
Além disso, o uso prolongado de glicocorticoides, conhecidos como corticoides, merece atenção. Segundo a IOF, tratamentos que ultrapassam três meses podem aumentar o risco de perda óssea.
Algumas terapias contra câncer de mama e próstata também afetam os ossos ao interferir na produção ou na ação dos hormônios.
Quem utiliza esses medicamentos não deve interromper o tratamento por conta própria. O acompanhamento de saúde permite avaliar os riscos e definir medidas de proteção adequadas.
Como prevenir a osteoporose?
A prevenção começa com hábitos que favorecem a formação e a manutenção dos ossos. A alimentação, a atividade física e o controle dos fatores de risco têm papel importante nesse cuidado.
Consuma cálcio regularmente. Leite, iogurte e queijo são fontes desse mineral. Brócolis, couve e outras verduras também contribuem para a alimentação. Pessoas que não consomem laticínios precisam buscar alternativas adequadas.
Mantenha níveis adequados de vitamina D. Esse nutriente ajuda o organismo a absorver o cálcio. A avaliação de saúde pode identificar a necessidade de suplementação, que não deve ocorrer indiscriminadamente.
Pratique exercícios físicos. Caminhadas, musculação e outras atividades com sustentação do peso corporal ajudam a preservar ossos e músculos. Exercícios de equilíbrio também contribuem para reduzir quedas.
Evite cigarro e limite o álcool. Essas medidas favorecem a saúde geral e ajudam a reduzir fatores associados à fragilidade óssea.
Cuide do peso e das condições de saúde. O acompanhamento de doenças crônicas e alterações hormonais pode ajudar a identificar riscos e orientar medidas preventivas.
Como evitar quedas e reduzir o risco de fraturas?
Em pessoas com osteoporose, uma queda pode provocar fraturas importantes. Por isso, adaptar a casa e melhorar o equilíbrio são medidas essenciais.
O Ministério da Saúde recomenda manter os ambientes bem iluminados, instalar corrimãos nas escadas e utilizar pisos antiderrapantes em áreas molhadas. Tapetes soltos devem ser retirados ou substituídos por modelos que não escorreguem.
Também vale manter objetos de uso frequente ao alcance das mãos e deixar o caminho livre de obstáculos. Exercícios orientados para fortalecer os músculos e melhorar o equilíbrio ajudam a diminuir o risco de acidentes.
Quando investigar a osteoporose?
A doença pode evoluir sem sintomas durante anos. Por isso, pessoas com fatores de risco, histórico de fraturas ou condições que comprometem os ossos devem procurar avaliação de saúde.
A densitometria óssea é um exame que mede a densidade mineral dos ossos e auxilia na investigação da osteoporose. A indicação e a idade para realizá-la dependem do histórico clínico e dos fatores de risco.
A prevenção não elimina todos os riscos, mas ajuda a preservar a mobilidade e a reduzir a possibilidade de fraturas. Quanto mais cedo os fatores de risco forem identificados, maiores serão as oportunidades de proteger a saúde óssea.
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