Saúde e Bem-estar

Vermelhidão nos olhos: saiba como lidar com a conjuntivite

Vermelhidão, coceira e lacrimejamento podem indicar conjuntivite. Saiba quais são as causas, como funciona o tratamento e como prevenir a transmissão.

A foto mostra pessoa com conjuntivite
Fonte: Magnific

Parece haver surto de conjuntivite em Cachoeiro de Itapemirim. Para evitar pânico diante de tantos “olhos vermelhos”, Viva Vida conversou com o oftalmologista Dr. Lindolfo Granda Costa e realizou pesquisas.

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, membrana fina e transparente que reveste a parte branca dos olhos e a região interna das pálpebras. A condição provoca vermelhidão e desconforto, por isso ficou conhecida como “olho vermelho”.

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Além disso, o problema pode afetar um ou ambos os olhos e apresentar diferentes intensidades. Identificar a causa é importante para orientar o tratamento e evitar a transmissão, nos casos contagiosos.

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Dr. Lindolfo Granda Costa apresenta uma panorâmica sobre conjuntivite e, em seguida, seguem detalhes da pesquisa:

“A conjuntivite viral epidêmica, que aparece em surtos, é mais comum no verão e se apresenta com vermelhidão nos olhos, sensação de areia. Inicia-se em um olho, mas pode contaminar o outro. Dura cerca de 7 a 10 dias. Não existe um tratamento totalmente eficaz. O importante é separar roupas de cama, toalhas, evitar convívio muito próximo. evitar a automedicação, pois o uso indiscriminado de colírios pode levar a complicações indesejadas.

Como recomendação, oriento procurar um oftalmologista rápido. Usar compressas frias com soro fisiológico ajuda a os sintomas. A conjuntivite viral é contagiosa, mas a transmissão pode ser reduzida com higiene rigorosa.”

A foto mostra Dr. Lindolfo Granda Costa, médico oftalmologista
Fonte: Dr. Lindolfo Granda Costa l Redes Sociais

Quais são os sintomas da conjuntivite?

Os sinais variam conforme a origem da inflamação. No entanto, alguns sintomas aparecem com frequência:

  • Vermelhidão: os vasos sanguíneos da conjuntiva ficam mais evidentes.
  • Coceira: costuma ser intensa nos quadros alérgicos.
  • Sensação de areia nos olhos: o desconforto pode dar a impressão de que existe um corpo estranho.
  • Lacrimejamento: os olhos produzem mais lágrimas em resposta à irritação.
  • Inchaço das pálpebras: a região pode ficar inchada e causar sensação de peso.
  • Secreção: pode ser aquosa ou mais espessa, dependendo da causa.

Entretanto, esses sinais não confirmam o diagnóstico por conta própria. Outras doenças oculares também provocam vermelhidão e irritação.

O que causa a conjuntivite?

A inflamação pode ter origem infecciosa, alérgica ou irritativa. Por isso, conhecer as diferenças ajuda a entender os cuidados necessários.

Conjuntivite viral: vírus, como os adenovírus, podem provocar a inflamação. Essa forma é contagiosa e pode se espalhar pelo contato com mãos, secreções ou objetos contaminados.

Conjuntivite bacteriana: bactérias, como Staphylococcus aureus, também podem causar a doença. A transmissão pode ocorrer pelo contato com secreções contaminadas.

Conjuntivite alérgica: poeira, ácaros, mofo e pelos de animais podem desencadear uma reação alérgica. Nesse caso, a conjuntivite não é contagiosa e costuma provocar coceira.

Conjuntivite irritativa: fumaça, poluição, produtos químicos e uso inadequado de lentes de contato podem irritar os olhos. A conduta depende da substância ou situação responsável pelo problema.

Como é feito o diagnóstico?

O profissional de saúde avalia os sintomas, o histórico clínico e as condições dos olhos e das pálpebras. Durante o exame, observa sinais como vermelhidão, secreção e inchaço.

Em algumas situações, exames complementares ajudam a identificar lesões na córnea ou esclarecer a causa do desconforto. A avaliação também permite diferenciar a conjuntivite de outros problemas oculares que exigem cuidados específicos.

Como tratar a conjuntivite?

O tratamento depende da origem da inflamação. Por isso, a pessoa deve evitar a automedicação e procurar orientação profissional antes de usar colírios ou pomadas.

Nos casos virais, a conjuntivite geralmente melhora espontaneamente ao longo de dias ou semanas. Compressas frias sobre as pálpebras fechadas podem aliviar o desconforto.

Já a conjuntivite bacteriana pode exigir antibióticos prescritos por um profissional. Esses medicamentos não tratam infecções virais e não devem ser usados sem indicação.

Na forma alérgica, o controle dos agentes desencadeantes e o uso de medicamentos específicos podem aliviar a coceira e a vermelhidão. Quando a irritação decorre de produtos ou fatores ambientais, é necessário afastar a causa.

Em alguns casos de conjuntivite viral, a inflamação pode atingir a córnea e prejudicar temporariamente a visão. Por isso, dor intensa, sensibilidade à luz ou alteração visual exigem avaliação médica rápida.

Como prevenir a conjuntivite?

Alguns cuidados simples ajudam a reduzir o risco de transmissão e irritação ocular:

  • Lave as mãos com frequência, especialmente antes de tocar nos olhos.
  • Evite esfregar os olhos e compartilhar toalhas, lenços, travesseiros ou maquiagem.
  • Não compartilhe colírios nem objetos que entrem em contato com os olhos.
  • Limpe e manuseie as lentes de contato conforme as orientações de higiene.
  • Evite o contato direto com secreções oculares de pessoas infectadas.
  • Afaste-se de fumaça, poeira e produtos que provoquem irritação.

A conjuntivite nem sempre é contagiosa, mas os cuidados de higiene são importantes quando existe suspeita de infecção. Se houver dor intensa, piora da visão ou sensibilidade importante à luz, procure atendimento rapidamente.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.