Quase 600 amputações de pênis por ano no Brasil
Brasil registra quase 600 amputações de pênis por ano. Veja como evitar.

O Brasil registra, anualmente, quase 600 amputações de pênis. O principal motivo para isso é o câncer de pênis. Antes de tudo, a falta de higiene adequada e a ausência de vacinação contra o HPV contribuem, significativamente, para os altos índices dessa doença, que continuam alarmantes.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiDe acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), entre 2015 e novembro de 2024, foram realizadas 5.851 amputações. Durante esse período, ocorreram também 22.212 internações devido ao câncer de pênis e 4.502 mortes.
Campanha de prevenção busca mudar essa realidade
Neste mês de fevereiro, a SBU promoverá a quinta edição da Campanha de Prevenção ao Câncer de Pênis, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do tratamento precoce.
Em Cachoeiro, o Dr. Hernane Schwartz, médico especialista em Urologia da Unimed Sul Capixaba e do Hospital Evangélico, destaca que o câncer de pênis apresenta dois fatores que agravam a situação: a resistência masculina em procurar ajuda médica e, sobretudo, a ausência de sintomas evidentes. Quando os médicos identificam uma inflamação ou uma ferida na glande ou no prepúcio, eles consideram o caso grave, o que pode levar à necessidade de amputação parcial ou total do pênis.
Agora, fique atento aos sinais da doença:
- Ferida que não cicatriza;
- Sangramento sob o prepúcio;
- Secreção com forte odor;
- Mudança na cor ou espessamento da pele da glande;
- Presença de nódulos na virilha.
A doença costuma afetar homens acima dos 50 anos, mas também pode atingir os mais jovens.
Como se proteger?
A prevenção é simples e eficaz. Veja as principais recomendações da SBU:
- Lavar o pênis diariamente com água e sabão, puxando o prepúcio;
- Higienizar a região íntima após as relações sexuais;
- Tomar a vacina contra o HPV (disponível no SUS para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos e imunossuprimidos até 45 anos);
- Realizar cirurgia para corrigir fimose, quando necessário;
- Usar preservativo para prevenir infecções sexualmente transmissíveis.
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