Fazenda histórica pode transformar Muniz Freire em destino turístico
A apresentação do diagnóstico arquitetônico e da identidade visual marca o início desse processo e dá forma a um projeto sonhado há anos pela gestão municipal.

Muniz Freire avançou mais uma etapa na construção do Complexo Turístico, Ambiental e Cultural Fazenda Santa Maria. Na noite desta segunda-feira (15), a Prefeitura apresentou à comunidade os projetos conceitual e visual do futuro complexo. O encontro reuniu moradores, autoridades, representantes do trade turístico e empreendedores no cerimonial Di Carla, no município.
A iniciativa resulta da parceria entre a Prefeitura de Muniz Freire e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Sebrae/ES). Juntas, as instituições trabalham para reposicionar o território como um novo polo de turismo de experiência no Espírito Santo. A apresentação do diagnóstico arquitetônico e da identidade visual marca o início desse processo e dá forma a um projeto sonhado há anos pela gestão municipal.
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Durante o evento, o prefeito Dito Silva destacou que o projeto valoriza a riqueza cultural, ambiental e turística da região. Segundo ele, a proposta nasceu do diálogo com a sociedade, lideranças regionais e entidades parceiras. Além disso, o prefeito defendeu o turismo como motor do desenvolvimento regional e ressaltou a intenção de envolver escolas, criar roteiros de cachoeiras e museus e se inspirar em experiências bem-sucedidas de outros territórios.
Fazendo história será novo completo turístico
Ainda conforme o prefeito, o avanço do projeto exigiu coragem e confiança no diálogo com a população. Ele reforçou que o Complexo Fazenda Santa Maria pertence ao povo do Caparaó e afirmou que a iniciativa só se fortalece com a participação coletiva. Por isso, agradeceu aos parceiros que contribuíram para que o município desse esse novo passo.
Representando o Sebrae/ES, o superintendente Pedro Rigo afirmou que a instituição decidiu apoiar o projeto ao identificar o comprometimento da gestão municipal. De acordo com ele, o Sebrae só atua em territórios onde existe vontade política e ação concreta. Nesse sentido, ressaltou que Muniz Freire demonstrou ousadia ao apostar no turismo como estratégia de desenvolvimento.
Pedro Rigo também destacou a importância de criar produtos turísticos capazes de inserir o município no mercado nacional. Segundo ele, o processo demanda tempo, porém a expectativa é realizar entregas já a partir de 2026. Além disso, o superintendente defendeu o envolvimento da comunidade local e das crianças, fortalecendo o sentimento de pertencimento e a participação dos empreendedores.
O gerente da regional Caparaó do Sebrae/ES, Anderson Baptista, explicou que o projeto surgiu a partir do reconhecimento da singularidade da Fazenda Santa Maria, considerada a edificação mais antiga do município. Conforme ele, o local simboliza transições econômicas e sociais do século XIX, reunindo marcas da escravidão, da imigração italiana e da produção cafeeira. Assim, o espaço se apresenta como estratégico para um complexo turístico multifuncional, voltado à experiência, à educação patrimonial e ao desenvolvimento sustentável.
Participação da comunidade
Desde as etapas iniciais, o projeto contou com participação ativa da comunidade. Oficinas, visitas técnicas e workshops de cocriação reuniram moradores, empreendedores, lideranças locais, produtores e representantes do trade turístico. Como resultado, a escuta coletiva identificou elementos que representam Muniz Freire, como a imigração italiana, os cafés especiais, a gastronomia e a riqueza natural.
Segundo Anderson Baptista, esse processo colaborativo reforçou o sentimento de pertencimento e o compromisso da população com a transformação da Fazenda Santa Maria em um atrativo construído de forma coletiva. Dessa maneira, o projeto dialoga com as tendências de turismo sustentável e de experiência que ganham força no Espírito Santo.
A proposta conceitual e visual apresentada no evento foi desenvolvida pela consultoria Balaio Design. O projeto prevê um conjunto de estruturas capazes de dar novos usos ao patrimônio preservado, transformando o casarão, o parque natural e as áreas externas em espaços de convivência, cultura, turismo e empreendedorismo.
Áreas culturais
Entre as possibilidades estão museu interpretativo, espaços culturais, áreas gastronômicas, ambientes para eventos, trilhas, vivências rurais, loja de produtos locais, horta, pomar produtivo e experiências ligadas ao café, à história e à natureza. Paralelamente, um estudo preliminar do casarão e das áreas externas segue em desenvolvimento, com diagnóstico de conservação e diretrizes para restauração e requalificação do patrimônio.
O objetivo, portanto, é garantir intervenções responsáveis, preservar a autenticidade da edificação e iniciar um novo ciclo de uso turístico. A identidade visual do Complexo Fazenda Santa Maria foi criada para expressar o simbolismo histórico, a força emocional do território e sua vocação para experiências que conectam passado, presente e futuro.
Com informações da assessoria de imprensa do Sebrae-ES.
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