Saúde e Bem-estar

Hanseníase cresce no Brasil e surpreende especialistas

Mesmo tratável e curável, a hanseníase segue como desafio silencioso da saúde pública brasileira. Veja como vencer o preconceito.

- a foto alude ao janeiro roxo, dedicado à hanseníase
Fonte: Freepik

Apesar da ideia de doença do passado, a hanseníase permanece atual. No Brasil, ela segue ativa e preocupante. Em 2023, o país registrou 22 mil novos casos. Além disso, cerca de 2 mil pacientes já apresentavam incapacidades físicas. Essas sequelas incluem deformações e perda de membros. Portanto, o impacto vai além da infecção. Ele atinge a qualidade de vida e a inclusão social.

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Além disso, o Brasil ocupa a terceira posição mundial em número de casos. Fica atrás apenas da Índia e da Indonésia. Desde a pandemia, o cenário piorou. Segundo o Ministério da Saúde, os novos diagnósticos crescem quase 10% ao ano. Assim, especialistas reforçam o alerta. O combate exige ação contínua e informação clara.

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Por que a hanseníase ainda preocupa especialistas

Embora a prevenção seja possível, desafios persistem. A vacina BCG ajuda a reduzir casos graves. O diagnóstico precoce interrompe a transmissão. Bons hábitos de higiene também contribuem. No entanto, fatores socioeconômicos dificultam o controle. Falta saneamento básico. O acesso à atenção primária ainda falha em várias regiões. Consequentemente, a doença se mantém ativa.

Em 2023, mais de 2,3 mil pessoas chegaram ao grau 2 da doença. Esse estágio causa incapacidade física. Apenas 30% dos infectados alcançam a cura plena. Por isso, o atraso no diagnóstico amplia danos evitáveis.

O que é a hanseníase e como ela se manifesta

A hanseníase é uma doença infecciosa bacteriana. Ela atinge principalmente os nervos periféricos. Provoca dor, formigamento e perda de sensibilidade. Quando identificada cedo, tem cura. O tratamento é gratuito e oferecido pelo SUS. Além disso, ele interrompe a transmissão.

Entre 2014 e 2023, o Brasil notificou 300 mil casos. No entanto, especialistas alertam para uma endemia oculta. A estimativa indica até cinco vezes mais casos não diagnosticados. Portanto, a conscientização se torna essencial.

Como a doença progride no organismo

O bacilo provoca inflamação nos nervos. No início, as chances de cura sem sequelas são altas. Porém, a evolução é lenta. Pode levar anos. Com o tempo, surgem manchas claras ou avermelhadas. Há perda de pelos e sensibilidade. Em estágios avançados, aparecem nódulos, dores intensas e deformações.

Diagnóstico, testes e tratamento disponíveis

O diagnóstico envolve avaliação clínica e testes sensoriais. Profissionais usam fios de náilon com diferentes pesos. Eles medem a perda de sensibilidade. Também avaliam toque, dor, frio e calor. Além disso, médicos palpam nervos e analisam força muscular.

O tratamento ocorre por poliquimioterapia. Ele dura seis ou doze meses, conforme o caso. No entanto, o uso prolongado dos mesmos antibióticos levanta alertas. A SBH observa aumento de resistência antimicrobiana.

Doença negligenciada e o peso do preconceito

A hanseníase integra a lista de doenças negligenciadas da OMS. Afeta populações vulneráveis. O preconceito ainda afasta pacientes da escola e do trabalho. Segundo especialistas, informação combate o estigma. A doença tem cura. O maior risco está no silêncio.

Com base em informações do portal Globo.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.