Saúde e Bem-estar

Menopausa: por que o álcool piora os sintomas

Durante a menopausa, o álcool age de forma diferente no corpo feminino e pode agravar sintomas físicos e emocionais.

A foto alude à relação entre mulher e álcool
Fonte: Freepik

A menopausa transforma profundamente o corpo da mulher. Nesse período, os ovários reduzem a produção hormonal. Como resultado, o organismo passa a reagir de outra forma. Além disso, hábitos antigos ganham novos efeitos. Portanto, o consumo de álcool merece atenção redobrada. Afinal, o corpo perde parte da proteção natural. Assim, sintomas se intensificam.

Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aqui

Esse debate ganhou destaque após o programa Roda Viva. A neurocientista Lisa Mosconi explicou os impactos do álcool na menopausa. Segundo ela, a bebida interfere no cérebro feminino. Além disso, piora o sono e o humor. Por isso, informação se torna essencial. Com conhecimento, escolhas ficam mais conscientes.

Leia também – Menopausa pode reduzir massa cinzenta do cérebro – o que significa?

O que acontece no organismo durante a menopausa

A menopausa marca o fim da fase reprodutiva. Ela ocorre com a queda do estrogênio e da progesterona. Essa mudança afeta todo o corpo. O cérebro sente primeiro. Em seguida, o metabolismo desacelera. Além disso, o sono se fragmenta. Por isso, o organismo reage diferente a substâncias comuns.

Por que o álcool pesa mais nessa fase

Segundo Lisa Mosconi, o álcool atua com mais intensidade na menopausa. Com menos estrogênio, o corpo inflama com mais facilidade. Além disso, a hidratação natural diminui. Muitas mulheres bebem para aliviar desconfortos. No entanto, o efeito pode ser contrário. Ou seja, o alívio inicial vira piora posterior.

Desidratação e impacto no cérebro

O álcool provoca desidratação porque inibe o hormônio antidiurético. Na menopausa, esse efeito se intensifica. Como consequência, surgem sintomas como:

  • Dor de cabeça frequente;
  • Cansaço excessivo;
  • Ressecamento da pele;
  • Queda de concentração.

Além disso, o cérebro sofre com a falta de água. Segundo a especialista, isso afeta memória e foco.

Sono fragmentado e insônia aumentam

Muitas mulheres acreditam que o álcool relaxa. Porém, na menopausa, isso raramente acontece. A bebida até induz o sono. Contudo, fragmenta o descanso. Assim, a mulher acorda cansada. Além disso, a insônia se intensifica. Portanto, o consumo noturno merece cautela.

Fogachos, humor e inflamação

O álcool dilata vasos sanguíneos. Por isso, intensifica os fogachos. Bebidas alcoólicas aumentam frequência e intensidade do calor súbito. Além disso, o humor oscila mais. Após o relaxamento inicial, podem surgir:

  • Irritabilidade;
  • Ansiedade;
  • Tristeza;
  • Sensação de vazio.

Somado a isso, o álcool aumenta inflamações. Ele piora dores articulares e afeta o intestino.

É preciso cortar o álcool?

Segundo Lisa Mosconi, não é necessário abolir totalmente. O ponto central é moderação. O consumo ocasional pode existir. No entanto, exige atenção aos sinais do corpo.

Dicas práticas:

  • Evite beber em dias quentes;
  • Nunca consuma álcool em jejum;
  • Intercale bebida com água;
  • Observe reações do corpo;
  • Priorize qualidade, não quantidade.

Informação ajuda a atravessar a menopausa

A menopausa não é doença. Porém, exige adaptação. Com informação, a mulher faz escolhas melhores. Assim, protege o cérebro, o sono e a qualidade de vida.

Com base informações do portal Terra.

Você no aquinoticias.com

Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726

Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.