28 de maio reforça luta pela saúde integral das mulheres
Hoje, (28 de maio), é dia de reforça a luta por saúde integral, dignidade menstrual e maternidade segura.

O dia 28 de maio reúne três importantes mobilizações mundiais voltadas à saúde feminina. A data marca o Dia Internacional da Ação pela Saúde da Mulher, o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna e o Dia Internacional da Dignidade Menstrual.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiEmbora cada campanha tenha origem diferente, todas defendem o cuidado integral da mulher. Esse conceito inclui saúde ginecológica, direitos reprodutivos, saúde mental, maternidade segura e dignidade menstrual.
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Dignidade menstrual ainda representa desafio global
O Dia Internacional da Dignidade Menstrual alerta para a falta de acesso à higiene básica. Além disso, a campanha combate tabus e estimula debates sobre pobreza menstrual.
Apesar de a menstruação fazer parte da vida de milhões de pessoas, o assunto ainda enfrenta preconceitos e desinformação. Consequentemente, muitas meninas e mulheres convivem com exclusão social.
Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas, cerca de 500 milhões de mulheres não possuem condições adequadas para higiene menstrual.
Além disso, dados do UNICEF mostram situações preocupantes. Muitas pessoas utilizam panos sujos, jornais e outros materiais inadequados durante o período menstrual. Esse cenário aumenta os riscos de infecções, doenças urogenitais e complicações graves.
No Brasil, 33% das mulheres já substituíram absorventes por papel higiênico. Diante disso, o governo federal regulamentou, em 2023, o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual.
O programa garante distribuição gratuita de absorventes e amplia cuidados básicos relacionados à saúde menstrual.
Saúde da mulher exige políticas públicas permanentes
O Dia Internacional de Ação pela Saúde das Mulheres surgiu em 1987. Desde então, movimentos sociais reforçam debates sobre doenças, desigualdades e mortes evitáveis que atingem mulheres em todo o mundo.
Além disso, especialistas alertam para fatores sociais que impactam diretamente a saúde feminina. Racismo, pobreza, desigualdade de gênero e dificuldade de acesso à educação agravam a vulnerabilidade materna.
Ao mesmo tempo, falhas nos serviços de saúde também dificultam avanços. Falta de atendimento adequado, demora em emergências obstétricas e ausência de assistência integral aumentam os riscos durante a gestação.
Mortalidade materna ainda preocupa autoridades
O Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna reforça a importância da assistência segura durante gravidez, parto e pós-parto.
Especialistas afirmam que quase todas as mortes maternas podem ser evitadas. Por isso, governos e instituições fortalecem políticas públicas voltadas ao atendimento humanizado.
Em setembro de 2024, o governo federal lançou a Rede Alyne. O programa busca reduzir em 25% a mortalidade materna até 2027. Além disso, a iniciativa pretende diminuir em 50% as mortes de mulheres pretas.
O projeto homenageia Alyne Pimentel, vítima de desassistência médica durante a gestação, no Rio de Janeiro.
OPAS promove debate sobre saúde materna
Como parte das mobilizações, a Organização Pan-Americana da Saúde realizará um webinar internacional nesta quarta-feira (28).
O encontro discutirá estratégias para reduzir a mortalidade materna nas Américas. Além disso, especialistas compartilharão experiências, desafios e boas práticas adotadas em diferentes países.
O evento acontecerá de forma virtual, às 15h, com tradução em português, inglês e espanhol.
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