Muitos pais desconhecem o poder do teste do pezinho
Realizado nos primeiros dias de vida, o teste do pezinho pode transformar o futuro de milhares de crianças.

Um pequeno gesto nos primeiros dias de vida pode fazer uma enorme diferença para o futuro de uma criança. O teste do pezinho permite identificar doenças graves antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas. Por isso, o Dia Nacional do Teste do Pezinho, celebrado em 6 de junho, reforça a importância da realização do exame em todos os recém-nascidos brasileiros.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA data marca a criação do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), iniciativa do Ministério da Saúde que busca identificar precocemente doenças capazes de comprometer o desenvolvimento infantil.
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Por que o teste do pezinho é tão importante?
O exame detecta doenças congênitas e metabólicas que geralmente não apresentam sinais nos primeiros dias de vida. Entretanto, essas condições podem provocar:
- Deficiência intelectual;
- Alterações neurológicas;
- Problemas hormonais;
- Complicações respiratórias;
- Limitações no desenvolvimento físico;
- Sequelas permanentes;
- Até mesmo óbito.
Por outro lado, quando os profissionais identificam essas doenças precocemente, eles iniciam o tratamento rapidamente e aumentam significativamente as chances de uma vida saudável.
Quando realizar o exame?
O Ministério da Saúde recomenda a coleta entre 48 horas após o parto e o quinto dia de vida. Além disso, especialistas consideram ideal a realização entre o terceiro e o sétimo dia. Caso ocorra algum impedimento, a família deve realizar o exame até 30 dias após o nascimento. Na maioria dos estados, as equipes realizam, primordialmente, a coleta nas Unidades Básicas de Saúde. Algumas maternidades, casas de parto, comunidades indígenas e quilombolas também oferecem o serviço.
Quais doenças o SUS identifica?
Atualmente, o Sistema Único de Saúde rastreia diversas doenças importantes. Entre elas estão:
Doenças investigadas pelo teste do pezinho
- Deficiência de biotinidase;
- Fenilcetonúria;
- Hiperplasia adrenal congênita;
- Hipotireoidismo congênito;
- Doença falciforme;
- Outras hemoglobinopatias;
- Fibrose cística;
- Toxoplasmose congênita.
Cada uma dessas condições exige acompanhamento especializado e tratamento específico. Consequentemente, o diagnóstico precoce reduz complicações e melhora a qualidade de vida.
Programa amplia número de doenças rastreadas
A legislação brasileira ampliou o alcance do exame. Em 2021, a Lei nº 14.154 determinou, desse modo, a expansão gradual das doenças investigadas pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal. Entre as próximas inclusões estão:
- Galactosemias;
- Aminoacidopatias;
- Distúrbios do ciclo da ureia;
- Distúrbios da beta oxidação dos ácidos graxos;
- Doenças lisossômicas;
- Imunodeficiências primárias;
- Atrofia muscular espinhal.
Além disso, o Ministério da Saúde revisará periodicamente a lista com base em evidências científicas.
Direito garantido a todas as famílias
A triagem neonatal representa um direito de todos os recém-nascidos brasileiros. Por isso, o Estado deve garantir acesso gratuito ao exame em todo o território nacional.
Durante o pré-natal e o puerpério, os profissionais de saúde também orientam gestantes e familiares sobre a importância do teste. Afinal, identificar uma doença nos primeiros dias de vida pode significar mais saúde, desenvolvimento adequado e oportunidades para toda a vida.
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