Câncer de pele: os sinais do melanoma que exigem atenção
Mudanças em pintas podem indicar melanoma, e o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura.

Uma pinta que muda de aparência pode ser o primeiro sinal do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. Embora ele seja menos comum que outros tumores cutâneos, apresenta maior capacidade de se espalhar para órgãos como pulmões, cérebro, fígado e ossos.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiApesar disso, existe uma notícia animadora: quando médicos identificam a doença nas fases iniciais, as chances de cura aumentam de forma significativa. Por esse motivo, conhecer os sinais de alerta e procurar um dermatologista diante de qualquer alteração na pele pode fazer toda a diferença.
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Como identificar se uma pinta pode ser melanoma?
Nem toda pinta representa um problema. No entanto, alterações na aparência de manchas ou sinais exigem atenção. Além disso, o surgimento de uma nova lesão diferente das demais também merece avaliação médica.
O melanoma se desenvolve nos melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina, pigmento que dá cor à pele. Como esse câncer pode crescer rapidamente, o diagnóstico precoce reduz o risco de disseminação da doença.
Segundo o cirurgião oncológico Dr. Raphael Araújo Costa, qualquer mudança em uma pinta deve motivar uma consulta com o dermatologista.
Quais sinais merecem atenção?
Especialistas orientam observar principalmente:
- mudança na cor da pinta;
- aumento de tamanho;
- alteração no formato;
- bordas irregulares;
- coceira persistente;
- dor na lesão;
- sangramento espontâneo;
- feridas que não cicatrizam.
Esses sinais não confirmam a presença de câncer, mas indicam a necessidade de uma avaliação especializada.
O que significa a regra do ABCDE?
Dermatologistas utilizam a chamada regra do ABCDE como uma forma simples de identificar lesões suspeitas.
A – Assimetria
Uma metade da pinta apresenta formato diferente da outra.
B – Bordas
Os contornos ficam irregulares, recortados ou pouco definidos.
C – Cor
A lesão apresenta várias tonalidades, como marrom, preto, vermelho, branco ou azul.
D – Diâmetro
Pintas com mais de seis milímetros merecem atenção. No entanto, melanomas menores também podem surgir.
E – Evolução
Qualquer mudança de tamanho, cor, formato ou sintomas, como coceira e sangramento, exige investigação. A regra funciona como um guia para o autoexame, mas não substitui a avaliação realizada por um dermatologista.
Quem tem maior risco de desenvolver melanoma?
Qualquer pessoa pode desenvolver a doença. Porém, alguns fatores aumentam o risco. Entre eles estão:
- pele clara;
- histórico familiar de melanoma;
- grande quantidade de pintas;
- queimaduras solares frequentes, principalmente na infância e adolescência;
- exposição intensa aos raios solares sem proteção.
Por isso, pessoas com esses fatores devem realizar consultas periódicas com um especialista.
Como prevenir o melanoma?
Embora nem todos os casos possam ser evitados, alguns hábitos ajudam a reduzir o risco da doença. As principais medidas incluem:
- usar protetor solar diariamente;
- reaplicar o produto durante a exposição ao sol;
- utilizar chapéu, óculos escuros e roupas com proteção ultravioleta;
- evitar o sol entre 10h e 16h;
- não utilizar câmaras de bronzeamento artificial;
- examinar a própria pele regularmente.
Esses cuidados também ajudam a prevenir outros tipos de câncer de pele e o envelhecimento precoce causado pela radiação solar.
Como acontece o diagnóstico e o tratamento?
O diagnóstico começa com o exame clínico realizado pelo dermatologista. Caso exista suspeita, o médico solicita exames complementares e uma biópsia, procedimento que retira uma pequena amostra da lesão para análise em laboratório.
Quando o melanoma é descoberto no início, a cirurgia costuma remover completamente o tumor.
Já nos casos mais avançados, o tratamento pode incluir imunoterapia, terapias-alvo, radioterapia e outras estratégias definidas conforme o estágio da doença.
O que fazer ao perceber uma alteração na pele?
Não espere a lesão crescer ou provocar sintomas mais intensos. Sempre que uma pinta mudar de aparência ou surgir uma mancha diferente das demais, procure um dermatologista.
Observar a pele regularmente, manter proteção contra o sol e realizar consultas preventivas continuam sendo as formas mais eficazes de aumentar as chances de diagnóstico precoce e tratamento bem-sucedido.
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