Por que Senna é mais falado do que Piquet e Fittipaldi? Campeões da F-1 tentam explicar
É fácil achar referências e homenagens a Ayrton Senna no autódromo de Interlagos, em São Paulo e no Brasil.

Não é só o “S do Senna” que menciona o ex-piloto da Fórmula 1 em Interlagos. Ao redor do autódromo José Carlos Pace, pinturas do artista Eduardo Kobra estampam paredes gigantes do local, um busto dele também está presente em um dos setores das arquibancadas, o mesmo acontece para quem sobe a Avenida Rebouças em direção à Avenida Paulista, no coração da capital, onde uma obra de Kobra com os olhos de Ayrton Senna toma conta de um prédio.
É fácil achar referências e homenagens a Ayrton Senna no autódromo de Interlagos, em São Paulo e no Brasil. Porém, outros brasileiros também campeões da Fórmula 1 – Nelson Piquet (tri) e Emerson Fittipaldi (bi) -, não são tão falados.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp!Max Verstappen, genro de Piquet e tetracampeão mundial, e Fernando Alonso, bicampeão, deram sua opinião para tentar explicar esse fenômeno.
“Eu acho que respeitamos o Brasil não só por Senna, mas por todos os grandes campeões. Eu sempre soube que o Brasil era um celeiro de campeões. Na Espanha, o Emerson é muito popular. Quando alguém vai a algum lugar muito rápido a gente falava ‘Aonde você pensa que vai, Fittipaldi?’. Nelson e Ayrton…Ayrton era mais o carisma, caráter, ele tinha algo diferente dos outros campeões. Ele conectava mais com as pessoas e isso você tem ou não tem”, disse Alonso, durante entrevista coletiva.
“Os 3 têm personalidades diferentes, ganharam muito no esporte. Como disse Fernando, talvez conectasse melhor com as pessoas e algumas se importam com isso e outras não. Vou ser sincero, eu não me importo. Eu estou aqui para vencer. Olhando para minha carreira, eu quero vencer o maior número de corridas possível, não criar uma conexão com todo mundo. Isso é legal, é um bônus, mas meu trabalho é vencer. O triste é que ele morreu, o legado e afeto começa mais cedo. Ele com certeza foi um dos maiores pilotos de todos”, explicou o holandês.
A lenda de Senna vai além das barreiras brasileiras e até geracionais do atual grid da Fórmula 1. Lewis Hamilton, 41, viu o brasileiro correr e sempre deixou claro que ele era seu herói de infância.
O mesmo acontece com Kimi Antonelli. O italiano, já campeão da temporada 2026, nasceu em 2006, 12 anos após a morte de Senna. Nas duas vezes que veio a Interlagos correr no Brasil, Antonelli foi até o cemitério onde está enterrado o ex-piloto da McLaren, Lotus e Williams.
Nesta semana, Antonelli visitou a família de Senna e até anunciou que correrá com um capacete que remete às cores do eterno casco de seu ídolo.
Confira a programação do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1
- Sexta-feira – 06/11 – 12h30 – Treino Livre 1
- Sexta-feira – 06/11 – 16h – Treino Livre 2
- Sábado – 07/11 – 11h30 – Treino Livre 3
- Sábado – 07/11 – 15h – Treino classificatório
- Domingo – 08/11 – 14h – Corrida
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