Saúde e Bem-estar

Acidentes infantis crescem nas férias; veja como prevenir

Com crianças mais tempo em casa durante as férias, especialistas alertam para o aumento de quedas, fraturas e acidentes domésticos.

A foto mostra crianças brincando em casa
Fonte: Magnific

As férias escolares representam um período de diversão para as crianças, mas também exigem mais atenção das famílias. Com o frio e os dias chuvosos, os pequenos passam mais tempo dentro de casa, o que aumenta o risco de quedas, entorses e fraturas durante brincadeiras aparentemente inofensivas.

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Especialistas alertam que os atendimentos ortopédicos infantis podem crescer entre 40% e 50% em julho. O aumento está relacionado ao maior tempo em ambientes fechados, ao uso inadequado de móveis como brinquedos e à influência de desafios divulgados nas redes sociais.

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Por que as férias escolares aumentam os acidentes dentro de casa?

Durante o período de recesso, a rotina muda completamente. Crianças e adolescentes permanecem mais tempo em casa e procuram formas de gastar energia.

Nesse cenário, sofás viram trampolins, beliches se transformam em locais para escaladas e camas elásticas recebem uso intenso. Além disso, muitos jovens tentam reproduzir desafios vistos nas redes sociais, o que amplia o risco de acidentes.

De acordo com ortopedistas, julho concentra um aumento de 40% a 50% nos atendimentos ortopédicos de crianças e adolescentes.

Estudos da “Academia Americana de Pediatria” também indicam que as quedas podem triplicar quando as crianças permanecem mais tempo em ambientes domésticos.

Quedas pequenas também podem causar fraturas?

Sim. Essa é uma das maiores dúvidas dos pais. Ao contrário do que muita gente imagina, a gravidade da lesão nem sempre depende da altura da queda.

O impacto pode atingir um único ponto do corpo

Quando a criança cai, costuma apoiar todo o peso em um braço, punho ou perna. Além disso, ela pode bater em móveis, quinas ou objetos espalhados pela casa.

Esse mecanismo aumenta o risco de fraturas, mesmo em quedas inferiores a um metro.

Algumas lesões passam despercebidas

Nem toda fratura provoca deformidade evidente. Em alguns casos, a criança apresenta apenas dor, inchaço leve ou dificuldade para movimentar o membro afetado. Também podem ocorrer lesões na cartilagem de crescimento, estrutura responsável pelo desenvolvimento dos ossos.

Sem diagnóstico e tratamento adequados, essas lesões podem comprometer o crescimento ósseo.

Quando os pais devem procurar atendimento médico?

Mesmo que a criança volte a brincar após a queda, a avaliação médica pode ser necessária. Procure atendimento se houver:

  • dor intensa ou persistente;
  • inchaço que aumenta com o passar das horas;
  • dificuldade para movimentar braços ou pernas;
  • deformidade no membro;
  • choro intenso ou dificuldade para apoiar o peso do corpo.

Somente o exame clínico e, quando necessário, exames de imagem conseguem confirmar ou descartar uma fratura.

Desafios das redes sociais aumentam o risco de acidentes

Além das brincadeiras tradicionais, especialistas observam um crescimento das lesões relacionadas aos desafios publicados nas redes sociais. Saltos, piruetas, acrobacias e provas de equilíbrio costumam estimular comportamentos de risco, principalmente entre adolescentes.

Estudos internacionais apontam um aumento de aproximadamente 35% nas lesões associadas a esse tipo de conteúdo. A busca por curtidas, visualizações e aprovação dos colegas pode levar crianças e adolescentes a ignorarem os perigos envolvidos.

Como reduzir o risco de acidentes nas férias?

Especialistas afirmam que não é necessário impedir as brincadeiras. O mais importante é tornar o ambiente mais seguro e acompanhar as atividades das crianças.

Adapte a casa para reduzir riscos

Algumas medidas simples ajudam a prevenir acidentes:

  • instale proteção lateral em beliches;
  • mantenha escadas protegidas e sempre supervisionadas;
  • evite que crianças pulem sobre sofás e camas;
  • posicione camas elásticas sobre superfícies que absorvam impactos;
  • retire objetos que possam provocar tropeços.

Converse sobre os desafios da internet

Pais e responsáveis também devem dialogar sobre os riscos de reproduzir vídeos publicados nas redes sociais. Explicar as consequências dos acidentes costuma ser mais eficaz do que apenas proibir determinadas brincadeiras.

Supervisão continua sendo a melhor prevenção

Especialistas reforçam que a presença de um adulto faz toda a diferença para evitar acidentes durante as férias.

Ao adaptar os ambientes, orientar as crianças e acompanhar as brincadeiras, as famílias conseguem reduzir significativamente o risco de quedas e fraturas, permitindo que o período de descanso seja aproveitado com mais segurança.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.