Saúde

Campanha reforça combate à leucemia no Espírito Santo

Campanha reforça a importância do diagnóstico precoce e da doação de medula óssea.

mão negra segura fita laranja
Foto: Reprodução web

A Secretaria da Saúde (Sesa) iniciou a campanha Fevereiro Laranja com foco no enfrentamento da leucemia. A ação busca ampliar o diagnóstico precoce e incentivar a doação de medula óssea, essencial para salvar vidas.

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Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que a leucemia ocupa a décima posição entre os cânceres mais frequentes no Brasil, desconsiderando o câncer de pele não melanoma. Para o triênio 2023-2025, a estimativa supera 11,5 mil novos casos por ano.

No Espírito Santo, a projeção aponta cerca de 240 novos casos anuais. A estimativa se divide igualmente entre homens e mulheres, com taxas brutas próximas de seis casos por 100 mil habitantes.

A responsável técnica do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do Câncer da Sesa, a enfermeira Cinthia Guerra, afirma que o Fevereiro Laranja vai além da conscientização. Segundo ela, o diagnóstico precoce representa o principal fator para o sucesso do tratamento, especialmente nas leucemias agudas, que evoluem rapidamente.

Além da campanha, o mês de fevereiro também marca o Dia Mundial do Câncer, celebrado em 4 de fevereiro. A data amplia o debate sobre prevenção, controle da doença e acesso à informação.

A doença

A leucemia provoca a produção desordenada de leucócitos, células responsáveis pela defesa do organismo. O diagnóstico precoce, aliado ao tratamento adequado, eleva significativamente as chances de cura.

Entre os sinais mais comuns estão anemia, fadiga, infecções recorrentes, febre, sangramentos espontâneos, manchas roxas e aumento do baço. O diagnóstico envolve exames laboratoriais, como hemograma, além de análises específicas da medula óssea.

HINSG é referência no tratamento infantojuvenil

No Espírito Santo, o Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória (HINSG) atua como referência no diagnóstico e tratamento da leucemia pediátrica pelo SUS. Aproximadamente 30% dos atendimentos da unidade envolvem pacientes com a doença.

A chefe do Núcleo de Onco-Hematologia, Tânia Bitti, destaca que a identificação precoce reduz complicações e amplia o sucesso terapêutico. Segundo ela, o hospital oferece acompanhamento integral, que inclui aspectos físicos, emocionais, sociais e espirituais.

O atendimento conta com uma rede de apoio que envolve a Secretaria da Educação, responsável pelo acompanhamento pedagógico, e a Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (ACACCI), que oferece acolhimento às famílias.

O hospital também mantém integração com a Atenção Primária à Saúde, fortalecendo o acompanhamento contínuo fora do ambiente hospitalar. Portanto, entre os avanços, destaca-se o acesso a terapias inovadoras, como o CAR-T Cell, já utilizado com sucesso em pacientes pediátricos.

Atenção aos sinais em crianças e adolescentes

A oncologista pediátrica do Núcleo de Tratamento de Onco-Hematologia, Camila Barros Braga Miranda, explica que os sintomas iniciais em crianças e adolescentes incluem palidez, cansaço, febre persistente, infecções frequentes e sangramentos.

Ela ressalta que o tratamento deve ocorrer em centros especializados e varia conforme o tipo e o risco da doença. Contudo, as principais abordagens envolvem quimioterapia, terapias-alvo, imunoterapia e, em casos específicos, transplante de medula óssea.

Cuidados paliativos integrados

O HINSG também se destaca pela atuação da Residência Multiprofissional em Cuidados Paliativos. Assim, a equipe atua desde o diagnóstico para reduzir sintomas, aliviar o sofrimento e promover qualidade de vida.

O psicólogo Saulo Miguel explica que profissionais de diferentes áreas trabalham de forma integrada. Segundo ele, a equipe considera as dimensões físicas, emocionais, sociais e espirituais do paciente e de sua família.

Doação de medula óssea

A campanha reforça a importância da doação de medula óssea, fundamental para pacientes com leucemia. A chance de encontrar um doador compatível pode chegar a uma em 100 mil pessoas.

A diretora-técnica do Hemoes, Soraya Almeida, informa que, somente em 2025, mais de 3,7 mil novos doadores se cadastraram no Estado. Atualmente, o banco conta com cerca de 5,9 milhões de voluntários.

Por fim, para se cadastrar, é necessário ter entre 18 e 35 anos e seis meses e comparecer a uma unidade do Hemoes com documento oficial com foto. Contudo, o procedimento é simples, não exige jejum e pode salvar vidas.

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Estudante de jornalismo pela Unidade Estácio, atua na parte de segurança do portal AQUINOTICIAS.COM. Apaixonada pela área, trabalhou pela primeira vez como estagiária de jornalista aos 18 anos e nunca mais cogitou outro caminho.