Saúde e Bem-estar

Câncer de pulmão: SUS terá três novos medicamentos

SUS começa a oferecer três novos medicamentos contra o câncer de pulmão a partir de outubro, com previsão de beneficiar 1,9 mil pacientes.

A foto alude ao câncer de pulmão
Fonte: Magnific

O tratamento do câncer de pulmão terá novas opções no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de outubro, o Ministério da Saúde prevê a distribuição gradual de brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe.

A medida pode beneficiar cerca de 1,9 mil pacientes. O governo federal financiará integralmente os três medicamentos por meio da nova Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco).

A mudança ganha importância diante da frequência do câncer de pulmão no Brasil. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima, assim, que os tumores de traqueia, brônquios e pulmões representarão 6,8% dos novos casos de câncer no país entre 2026 e 2028.

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Quais medicamentos o SUS vai oferecer para câncer de pulmão?

Os três medicamentos atuam de maneiras diferentes. Dessa forma, o médico não indicará o mesmo tratamento para todos os pacientes.

O brigatinibe e o gefitinibe pertencem ao grupo das terapias-alvo. Essas medicações atuam sobre alterações específicas encontradas nas células tumorais.

O durvalumabe segue outro caminho. Ele pertence ao grupo das imunoterapias e ajuda o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas.

A indicação depende do tipo de tumor, das características do câncer e das condições clínicas de cada paciente.

Como funciona a terapia-alvo?

A terapia-alvo procura atingir características específicas das células do câncer. Assim, o tratamento considera informações moleculares do tumor.

Esse tipo de abordagem exige avaliação médica e exames que identifiquem alterações capazes de orientar a escolha do medicamento.

O brigatinibe e o gefitinibe são administrados por via oral. Dessa forma, alguns pacientes podem tomar o tratamento em casa, conforme a orientação da equipe de saúde.

Para quem o SUS indicará o durvalumabe?

O durvalumabe terá indicação para pacientes com câncer de pulmão em estágio III que não podem realizar cirurgia.

A imunoterapia estimula a resposta do sistema imunológico contra o tumor. Estudos apontam ganhos na sobrevida global em pacientes que atendem aos critérios de indicação.

Porém, apenas a equipe responsável pelo tratamento pode avaliar se o medicamento serve para cada caso.

Quando os novos medicamentos chegam ao SUS?

O Ministério da Saúde prevê o início da distribuição gradual a partir de outubro. A disponibilidade dependerá das etapas de aquisição e das características de cada medicamento.

A nova política também muda a organização da compra e do abastecimento dos medicamentos oncológicos.

O governo adotará três modelos: aquisição centralizada, compra descentralizada e negociação nacional de preços. Cada medicamento seguirá uma modalidade específica.

Quem poderá receber os medicamentos pelo SUS?

A oferta não significa que qualquer pessoa com câncer de pulmão receberá automaticamente os três medicamentos.

O tratamento oncológico considera características clínicas e moleculares de cada tumor. Por isso, o médico avalia exames, estágio da doença e indicação terapêutica.

Os serviços habilitados em oncologia do SUS já oferecem cirurgia, radioterapia, quimioterapia e outros tratamentos sistêmicos. A nova medida amplia as opções disponíveis para determinados grupos de pacientes.

O que muda para quem já trata câncer de pulmão?

De acordo com informações do Ministério, a principal mudança está na ampliação das alternativas terapêuticas disponíveis na rede pública.

A AF-Onco prevê 23 medicamentos oncológicos de alto custo. Conforme o Ministério da Saúde, a política deve ampliar em 35% a oferta de tratamentos na rede pública.

A estimativa aponta mais de 100 mil pessoas beneficiadas pela iniciativa. O orçamento anual previsto chega a R$ 2,1 bilhões, com financiamento federal.

Para o paciente, entretanto, o acesso começa pelo serviço de saúde responsável pelo acompanhamento. A equipe avalia o diagnóstico e verifica quais tratamentos atendem aos critérios clínicos.

A ampliação representa uma mudança importante no cuidado oncológico. Além de aumentar as opções terapêuticas, a medida busca reduzir, desse modo, diferenças no acesso a tratamentos de alta tecnologia entre pacientes atendidos pelo SUS.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.