Dr. Leandro Baptista alerta para aumento dos casos graves de gripe; veja como agir
Hospitalizações por gripe e VSR crescem no Brasil, enquanto especialistas reforçam a vacinação e medidas de prevenção.

O Brasil enfrenta um aumento nas hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) e gripe causada pelos vírus influenza A e B. O alerta aparece no mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO levantamento analisa a Semana Epidemiológica 22, entre os dias 31 de maio e 6 de junho. Nesse período, a queda das temperaturas favoreceu a circulação de vírus respiratórios, especialmente em ambientes fechados e com pouca ventilação.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a necessidade de vacinação e adoção de medidas preventivas para reduzir casos graves e mortes.
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Estados registram níveis de alerta
Segundo o InfoGripe, 11 estados apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco, além de tendência de crescimento nas últimas semanas. Além disso, outras unidades federativas já demonstram sinais de estabilização ou queda dos casos. Mesmo assim, muitas delas ainda permanecem em níveis preocupantes de incidência da doença.
Entre esses estados estão Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Goiás, Ceará, Distrito Federal, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraíba.
Mais de 3,5 mil mortes foram registradas em 2026
Os números preocupam. Até o momento, o Brasil contabilizou 3.591 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave neste ano. Por isso, especialistas da Fiocruz recomendam atenção aos sintomas respiratórios e adoção de medidas simples para reduzir a transmissão dos vírus. Entre as orientações estão:
- Lavar as mãos com frequência;
- Utilizar máscaras em unidades de saúde;
- Evitar locais fechados e muito cheios;
- Permanecer em casa durante sintomas gripais;
- Usar máscaras PFF2 ou N95 quando o isolamento não for possível.
Vacinação continua sendo a principal proteção
A pesquisadora Tatiana Portella, integrante do Programa InfoGripe, destaca que a vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz para prevenir complicações. Segundo ela, pessoas dos grupos prioritários devem buscar a imunização contra influenza e VSR o quanto antes. A vacina reduz significativamente o risco de hospitalização, desenvolvimento de formas graves da doença e óbitos relacionados às infecções respiratórias.
O pneumologista cachoeirense Dr. Leandro Baptista destaca que a vacina da gripe protege contra o vírus Influenza e desempenha papel fundamental na prevenção de complicações respiratórias:
“A vacina da gripe é direcionada contra o vírus Influenza. Trata-se de uma vacina produzida com vírus inativado, ou seja, ela não causa a doença. Sua importância é enorme, pois ajuda a prevenir infecções que podem evoluir para complicações respiratórias graves, especialmente a pneumonia.
O grande desafio atualmente é a baixa cobertura vacinal. Com a chegada das temperaturas mais baixas e o aumento das aglomerações em ambientes fechados, cria-se um cenário favorável para a circulação dos vírus respiratórios.
Para os grupos de risco, como crianças, idosos e pessoas com doenças cardíacas, pulmonares ou renais, uma infecção respiratória pode evoluir para quadros mais graves e até exigir internação.”
Por isso, a orientação é simples e básica: “Não tenham medo da vacina. Vacinem-se. Essa é uma forma segura e eficaz de proteger a própria saúde e a de toda a família”, orienta o especialista.
Crianças e idosos estão entre os mais afetados
Os dados também mostram diferenças importantes entre as faixas etárias. Entre crianças de até 4 anos, o VSR aparece como principal responsável pelo aumento das internações por SRAG. Já entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, o rinovírus lidera os registros. Enquanto isso, a influenza A tem provocado mais casos graves entre jovens, adultos e idosos. Além disso, a influenza B vem crescendo principalmente entre pessoas de 5 a 49 anos.
Diante da circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios, especialistas alertam que a prevenção continua sendo a melhor forma de proteção para toda a família.
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