Saúde e Bem-estar

Depois dos 60, treino de força pode começar com sessões curtas

Treinos de força curtos e caminhadas podem formar uma rotina gradual para quem começa a se exercitar depois dos 60.

A foto mostra pessoa com +60 em academia
Fonte: Magnific

Começar a fazer exercícios depois dos 60 anos não exige treinos longos ou cargas elevadas. Uma rotina gradual pode facilitar a adaptação e aumentar a segurança.

O treino de força trabalha músculos importantes para atividades cotidianas, como levantar da cadeira, carregar objetos e subir escadas.

Além disso, caminhadas complementam a rotina ao estimular a capacidade aeróbica. Alternar os dois tipos de exercício também distribui melhor o esforço ao longo da semana.

Por isso, sessões de aproximadamente 30 minutos podem representar um ponto de partida. Caminhadas de 20 a 40 minutos também podem entrar nos dias entre os treinos.

Esses períodos, porém, não funcionam como regras. A duração e a intensidade precisam acompanhar o condicionamento de cada pessoa.

Como começar o treino de força depois dos 60?

Quem está sedentário pode começar com sessões curtas e movimentos que envolvam os principais grupos musculares.

O treino pode incluir exercícios para pernas, quadris, costas, peito, ombros e braços. Máquinas, elásticos, halteres e o próprio peso corporal oferecem diferentes possibilidades.

Uma sessão inicial pode incluir:

  • agachamento até uma cadeira;
  • remada com elástico ou máquina;
  • empurrada para o peito;
  • flexão com apoio;
  • elevação de panturrilhas;
  • movimentos simples para braços e ombros.

A técnica deve vir antes do aumento da carga. Assim, a pessoa aprende o movimento e desenvolve tolerância ao esforço de maneira progressiva.

As recomendações para adultos incluem atividades de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias por semana.

Por que alternar força e caminhada?

Intercalar os exercícios permite movimentar o corpo sem repetir imediatamente o mesmo estímulo muscular.

Uma caminhada confortável ou moderada pode ocupar o dia seguinte ao treino de força. Dessa forma, a pessoa mantém atividade física enquanto alterna os tipos de esforço.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos acumulem entre 150 e 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada.

Para pessoas mais velhas, exercícios que trabalhem equilíbrio e coordenação também ganham importância.

No entanto, ninguém precisa atingir todo esse volume logo no início. A adaptação gradual ajuda a transformar a atividade física em hábito.

É preciso caminhar por 20 a 40 minutos?

Não necessariamente. Esse intervalo pode servir como referência, mas cada pessoa apresenta um nível diferente de condicionamento.

Quem ficou muito tempo sem praticar exercícios pode começar com períodos menores. Depois, pode aumentar alguns minutos conforme o esforço se torna mais confortável.

Uma estratégia simples consiste em manter um ritmo que permita conversar durante a caminhada. Se surgir fadiga excessiva, vale reduzir o ritmo ou o tempo.

Com o passar das semanas, frequência, duração e intensidade podem aumentar gradualmente.

Como saber se a carga está adequada?

O exercício deve exigir esforço sem comprometer o controle do movimento. A pessoa precisa conseguir executar cada repetição com técnica adequada.

Prender a respiração, usar impulso excessivo ou perder o controle do movimento indica que a carga pode estar acima da capacidade atual.

No começo, portanto, não há necessidade de buscar a maior carga possível. A prioridade envolve técnica, regularidade e adaptação.

Depois, a progressão pode ocorrer com aumento da resistência, do número de repetições ou da dificuldade do exercício.

Quando é importante buscar orientação?

Pessoas com limitações físicas ou condições de saúde que interfiram na prática de exercícios precisam considerar essas características antes de aumentar o esforço.

Dor, tontura ou instabilidade durante a atividade também exigem atenção. Nesses casos, interromper o exercício e buscar orientação adequada ajuda a definir os próximos passos.

A progressão precisa respeitar a resposta do organismo. Afinal, começar mais devagar não significa obter menos benefícios.

Força e caminhada podem fazer parte da mesma rotina

Treinos de força e caminhadas cumprem funções diferentes e podem se complementar.

A musculação ou outros exercícios resistidos ajudam a desenvolver força e capacidade funcional. Já a caminhada contribui para o condicionamento aeróbico e aumenta o tempo de movimento durante a semana.

Por isso, uma rotina sustentável não precisa começar com grandes volumes. Sessões curtas, progressão gradual e dias mais leves podem facilitar a continuidade.

Depois dos 60, o objetivo não precisa ser treinar mais. O foco deve estar em construir uma rotina possível de manter, adaptar e evoluir com segurança.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.