Saúde e Bem-estar

Doenças neurológicas afetam 470 milhões nas Américas

Estudo da Opas revela que cerca de 470 milhões de pessoas vivem com doenças neurológicas nas Américas, impulsionadas pelo envelhecimento populacional.

A foto alude às doenças neurológicas
Fonte: Magnific

As doenças neurológicas já afetam cerca de 470 milhões de pessoas nas Américas, o equivalente a quase metade da população da região. O número chama a atenção porque essas condições comprometem funções essenciais, como memória, aprendizado, movimento, linguagem e comportamento, além de impactarem diretamente a qualidade de vida de milhões de famílias.

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Um novo estudo liderado pela “Organização Pan-Americana da Saúde” (Opas) e publicado na revista científica “The Lancet” reforça a necessidade de ampliar ações de prevenção, diagnóstico precoce, reabilitação e cuidados de longo prazo. Segundo os pesquisadores, o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida contribuem para o crescimento desses casos.

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Quais são as doenças neurológicas mais comuns nas Américas?

As doenças neurológicas englobam problemas que afetam o cérebro, a medula espinhal e os nervos periféricos. O levantamento identificou como principais condições:

  • enxaqueca;
  • acidente vascular cerebral (AVC);
  • epilepsia;
  • doença de Alzheimer;
  • outras demências;
  • transtornos do espectro autista (TEA).

Juntas, essas doenças afetaram aproximadamente 470 milhões de pessoas entre os 38 países e territórios analisados.

Em 2023, elas também foram responsáveis por cerca de 1,1 milhão de mortes nas Américas.

Quais doenças predominam em cada fase da vida?

O estudo mostra que os problemas neurológicos variam conforme a idade.

1. Crianças

Entre menores de cinco anos, os principais desafios envolvem defeitos do tubo neural, transtornos do espectro autista e epilepsia.

Essas condições podem comprometer o desenvolvimento infantil e exigem acompanhamento especializado desde os primeiros anos de vida.

2. Adolescentes e adultos jovens

Nessa faixa etária, a enxaqueca aparece como uma das principais causas de incapacidade. Além da dor intensa, as crises podem limitar atividades escolares, profissionais e sociais.

3. Idosos

Com o envelhecimento, aumentam os casos de doença de Alzheimer, outras formas de demência e AVC. Essas doenças frequentemente reduzem a autonomia e exigem cuidados contínuos, tanto da família quanto dos serviços de saúde.

Quais fatores aumentam o risco dessas doenças?

Os pesquisadores destacam que muitos casos podem ser prevenidos com o controle dos principais fatores de risco. Entre eles estão:

  • hipertensão arterial, principal fator associado ao AVC;
  • níveis elevados de glicose no sangue, relacionados ao maior risco de Alzheimer e outras demências;
  • exposição ao chumbo;
  • poluição do ar.

Controlar essas condições contribui para reduzir o risco de doenças neurológicas ao longo da vida.

Por que o número de casos continua crescendo?

Segundo a Opas, mais pessoas sobrevivem às doenças neurológicas graças aos avanços da medicina. No entanto, muitas convivem por anos com limitações físicas, cognitivas ou funcionais. Esse cenário aumenta a demanda por reabilitação, cuidados prolongados e serviços especializados.

Embora as taxas de mortalidade tenham diminuído entre 1990 e 2023, o número absoluto de pessoas afetadas cresceu devido ao envelhecimento da população e ao aumento da expectativa de vida.

Como reduzir o risco de doenças neurológicas?

Especialistas afirmam que hábitos saudáveis ajudam a proteger a saúde do cérebro durante todas as fases da vida. Entre as principais recomendações estão:

  • controlar a pressão arterial e a glicemia;
  • praticar atividade física regularmente;
  • manter uma alimentação equilibrada;
  • evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool;
  • dormir bem;
  • realizar consultas médicas periódicas, especialmente após os 60 anos.

Além da prevenção, o diagnóstico precoce melhora as chances de controlar sintomas, preservar a autonomia e oferecer mais qualidade de vida às pessoas que convivem com doenças neurológicas.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.