Saúde e Bem-estar

DRC, doença que matou Benedito Ruy Barbosa, exige atenção aos sintomas

Cansaço persistente, inchaço e alterações na urina podem indicar doença renal crônica, condição que afeta milhões de pessoas no mundo.

A foto mostra o autor de novelas falecido Benedito Ruy Barbosa
Fonte: Redes Sociais

O dramaturgo Benedito Ruy Barbosa, um dos maiores autores da televisão brasileira, morreu nesta terça-feira (7) aos 95 anos em decorrência de uma doença renal crônica (DRC). A notícia voltou a chamar a atenção para uma condição que costuma evoluir de forma silenciosa e que, muitas vezes, só é descoberta quando já está em estágio avançado.

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Entre os primeiros sinais que podem surgir, o cansaço extremo aparece como um dos sintomas mais frequentes. No entanto, por ser um incômodo comum a diversas doenças, muitas pessoas demoram a procurar atendimento médico.

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Doença afeta quase 800 milhões de pessoas

A doença renal crônica representa um dos maiores desafios da saúde pública mundial.

Um estudo publicado na revista científica “The Lancet” estima que cerca de 788 milhões de pessoas convivam com a doença em todo o mundo. Somente em 2023, aproximadamente 1,48 milhão de mortes foram atribuídas à condição.

Os dados também mostram que a DRC afeta cerca de 14% da população adulta, reforçando a importância do diagnóstico precoce.

O que é a doença renal crônica?

Os rins desempenham uma função essencial no organismo. Eles filtram o sangue, eliminam toxinas, regulam a quantidade de líquidos e ajudam no controle da pressão arterial.

Na doença renal crônica, esses órgãos perdem gradualmente a capacidade de funcionar adequadamente. Como consequência, resíduos e líquidos passam a se acumular no organismo.

Quando a doença evolui sem tratamento, pode causar insuficiência renal e tornar necessária a realização de diálise ou transplante renal. Além disso, pacientes com DRC apresentam maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

Cansaço persistente é um dos principais sintomas

Nos estágios iniciais, a doença pode não provocar qualquer manifestação. À medida que a função dos rins diminui, alguns sinais começam a aparecer. Os principais sintomas incluem:

  • cansaço intenso e fraqueza constante;
  • alterações na quantidade ou no aspecto da urina;
  • urina espumosa ou com sangue;
  • inchaço nos pés, tornozelos, pernas, mãos ou rosto;
  • pressão alta de difícil controle;
  • perda de apetite;
  • náuseas e vômitos;
  • pele seca e coceira;
  • hálito com odor semelhante ao de amônia;
  • dificuldade de concentração e sensação de confusão mental.

Por que o diagnóstico costuma acontecer tarde?

A doença renal crônica evolui lentamente. Como os rins conseguem compensar parte da perda da função por um longo período, muitos pacientes permanecem, dessa forma, sem sintomas durante anos. Por esse motivo, quando surgem manifestações mais evidentes, o comprometimento renal pode já ser importante.

Como reduzir o risco da doença?

Embora nem todos os casos possam ser evitados, hábitos saudáveis ajudam a proteger os rins. Especialistas recomendam:

  • controlar a pressão arterial;
  • manter os níveis de glicose dentro da normalidade;
  • reduzir o consumo de sal;
  • evitar alimentos ultraprocessados;
  • beber água em quantidade adequada;
  • praticar atividade física regularmente;
  • não usar medicamentos por conta própria, principalmente anti-inflamatórios.

Além disso, pessoas com hipertensão, diabetes ou histórico familiar devem realizar acompanhamento médico periódico.

Diagnóstico precoce faz diferença

Pode-se identificar a doença renal crônica por exames simples de sangue e urina, capazes de avaliar o funcionamento dos rins antes do aparecimento de sintomas importantes. Por isso, diante de cansaço persistente, alterações urinárias ou inchaços frequentes, a orientação é procurar avaliação médica. Quanto mais cedo o diagnóstico ocorrer, maiores são as chances de retardar a progressão da doença e preservar a função renal.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.