Saúde e Bem-estar

Entenda a anomalia de Ebstein: a rara doença cardíaca que afeta a filha de Juliano Cazarré

A anomalia de Ebstein é uma cardiopatia congênita rara que altera a válvula tricúspide e pode apresentar diferentes níveis de gravidade.

A foto alude à doença que vitima a filha de Juliano Cazarré.
Fonte: Redes Sociais

A anomalia de Ebstein é uma cardiopatia congênita rara que afeta uma das válvulas do coração. A condição pode apresentar diferentes níveis de gravidade e exige acompanhamento especializado.

O problema ganhou atenção após a internação de Maria Guilhermina, filha dos atores Juliano Cazarré e Leticia Cazarré. A menina nasceu em 2022 com a doença e já passou por cirurgias e outros procedimentos.

Segundo a família, ela permanece estável, mas precisa de suporte e exames durante a internação.

O que é a anomalia de Ebstein?

A anomalia de Ebstein altera a válvula tricúspide, que fica entre o átrio direito e o ventrículo direito.

Em um coração saudável, essa válvula ajuda o sangue a seguir na direção correta. Na anomalia, porém, a válvula se forma e se posiciona de maneira diferente.

Ela fica mais baixa do que deveria dentro do ventrículo direito. Como consequência, parte do ventrículo assume características de átrio.

A alteração também pode impedir o fechamento adequado da válvula. Nesse caso, parte do sangue retorna para o átrio direito em vez de seguir normalmente para os pulmões.

Essa mudança pode sobrecarregar o coração e provocar diferentes manifestações. A intensidade varia bastante entre as pessoas.

Quais problemas a doença pode causar?

A anomalia apresenta formas leves, moderadas e graves. Por isso, nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas ou precisam do mesmo tratamento.

Entre as possíveis consequências aparecem:

  • aumento do átrio direito;
  • aumento do coração;
  • alteração do fluxo sanguíneo;
  • arritmias;
  • insuficiência cardíaca;
  • redução da quantidade de oxigênio no sangue.

Alguns pacientes também apresentam uma comunicação entre as câmaras superiores do coração. Essa abertura pode favorecer a redução da oxigenação do sangue.

Quando isso acontece, a pele e os lábios podem adquirir uma coloração azulada. Esse sinal recebe o nome de cianose.

Por que a doença pode afetar os pulmões?

Nos casos mais graves, a alteração cardíaca pode comprometer o desenvolvimento dos pulmões ainda durante a gestação.

O coração aumentado pode ocupar espaço dentro do tórax do bebê. Essa situação pode dificultar o crescimento adequado dos pulmões.

Entretanto, os casos mais graves são incomuns. Muitas pessoas apresentam formas menos intensas da doença e conseguem receber tratamento adequado.

A anomalia de Ebstein aparece durante a gravidez?

Sim. Exames realizados durante o pré-natal podem levantar suspeitas sobre alterações cardíacas.

A ultrassonografia morfológica pode identificar sinais da cardiopatia. Quando existe suspeita, a equipe médica pode solicitar um ecocardiograma fetal.

Esse exame permite observar a estrutura e o funcionamento do coração do bebê com mais detalhes.

O diagnóstico precoce ajuda a equipe a planejar o acompanhamento durante a gestação e após o nascimento.

O que causa a anomalia de Ebstein?

A ciência ainda não definiu uma causa única para a doença.

Pesquisadores consideram a possibilidade de participação de fatores genéticos e ambientais. O histórico familiar de determinadas cardiopatias também pode aumentar o risco.

Alguns medicamentos utilizados durante a gravidez, como o lítio, aparecem associados a um risco maior.

Isso, porém, não significa que o uso de determinado medicamento provoque necessariamente a doença. A gestante deve sempre conversar com a equipe responsável antes de iniciar ou interromper qualquer tratamento.

Como funciona o tratamento?

O tratamento depende da gravidade da alteração e dos sintomas apresentados.

Alguns pacientes precisam apenas de acompanhamento médico regular. Outros necessitam de medicamentos para controlar sintomas ou complicações.

Casos mais graves podem exigir cirurgia. O procedimento pode reparar a válvula tricúspide ou substituí-la, dependendo das características de cada paciente.

A equipe também pode tratar arritmias quando elas aparecem.

Por isso, não existe uma única estratégia para todos os pacientes. Cardiologistas especializados em cardiopatias congênitas avaliam cada caso individualmente.

A anomalia de Ebstein tem cura?

A condição resulta de uma alteração na formação do coração. Por isso, o acompanhamento permanece importante mesmo depois de um tratamento cirúrgico.

Em muitos casos, os procedimentos conseguem corrigir ou controlar as alterações provocadas pela doença.

O prognóstico depende principalmente da gravidade da cardiopatia, das alterações associadas e da resposta ao tratamento.

As formas leves costumam apresentar evolução mais favorável. Já os casos graves exigem, pois, cuidados especializados desde os primeiros momentos de vida.

A anomalia de Ebstein afeta meninos e meninas e ocorre em aproximadamente um a cada 10 mil nascimentos.

Apesar de rara, a doença pode receber diagnóstico ainda durante a gestação. O acompanhamento adequado permite identificar complicações e definir os cuidados necessários para cada criança.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.