Esta pinta brava pode ser um melanoma: cuidado
Nódulo escuro, vermelho ou da cor da pele que cresce rapidamente pode indicar melanoma nodular, um dos tipos mais agressivos de câncer de pele.

Uma pequena lesão na pele pode parecer inofensiva à primeira vista. No entanto, quando ela cresce rapidamente, muda de aparência ou começa a sangrar, o alerta deve ser imediato. Esses sinais podem indicar melanoma nodular, um dos tipos mais agressivos de câncer de pele.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiEmbora represente uma parcela menor dos casos de melanoma, essa forma da doença costuma apresentar crescimento acelerado. Por isso, o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura e de sucesso no tratamento.
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O que é melanoma nodular?
O melanoma nodular surge a partir da transformação maligna dos melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina, pigmento que dá cor à pele.
Diferentemente de outros tipos de melanoma, ele cresce principalmente em profundidade. Como consequência, pode atingir camadas mais profundas da pele em pouco tempo. Além disso, esse tipo de câncer costuma aparecer em áreas expostas ao sol, especialmente na cabeça e no pescoço.
Quais são os sintomas?
O principal sinal do melanoma nodular é o surgimento de um nódulo elevado, firme e com formato semelhante a uma cúpula.
Outras características incluem:
- Coloração preta, avermelhada ou da cor da pele;
- Crescimento rápido da lesão;
- Superfície lisa, áspera ou com crostas;
- Feridas que não cicatrizam;
- Sangramento espontâneo;
- Coceira ou sensação de ardência.
Na maioria dos casos, a lesão mede mais de seis milímetros e cresce mais rapidamente do que pintas comuns.
Quem tem maior risco de desenvolver a doença?
Especialistas ainda não conhecem completamente os mecanismos que provocam a transformação das células. Entretanto, alguns fatores aumentam o risco.
Entre eles estão:
- Exposição excessiva aos raios ultravioleta;
- Histórico familiar de melanoma;
- Pele clara;
- Olhos claros;
- Cabelos loiros ou ruivos;
- Presença frequente de sardas.
Queimaduras solares repetidas ao longo da vida também contribuem para o surgimento do câncer de pele.
Como acontece o diagnóstico?
O dermatologista ou oncologista realiza inicialmente uma avaliação clínica da lesão.
Em seguida, utiliza a dermatoscopia, exame que permite observar detalhes invisíveis a olho nu.
Para confirmar o diagnóstico, o médico geralmente realiza uma biópsia por excisão, removendo completamente a lesão para análise laboratorial.
Caso necessário, exames como tomografia, ressonância magnética, ultrassonografia ou PET-CT ajudam a verificar se a doença se espalhou para outras regiões do corpo.
Tratamentos aumentam as chances de cura
Cirurgia
A cirurgia representa o principal tratamento inicial. O procedimento remove completamente o tumor e uma margem de segurança ao redor da lesão.
Imunoterapia
A imunoterapia fortalece o sistema imunológico para que ele reconheça e combata as células cancerígenas. Atualmente, essa estratégia revolucionou o tratamento dos melanomas avançados.
Terapia-alvo
Alguns medicamentos atacam alterações genéticas específicas das células tumorais. Dessa forma, conseguem agir com mais precisão e menos danos às células saudáveis.
Quimioterapia e radioterapia
Em situações específicas, especialmente nos casos mais avançados, o médico pode indicar quimioterapia ou radioterapia para controlar a doença e reduzir o risco de recorrência.
Proteção solar continua sendo a melhor prevenção
Embora nem todos os casos possam ser evitados, a proteção contra os raios ultravioleta continua sendo uma das medidas mais eficazes.
Usar protetor solar diariamente, evitar exposição excessiva ao sol e observar mudanças na pele são atitudes simples que podem salvar vidas. Quanto mais cedo o melanoma nodular for identificado, maiores serão as possibilidades de tratamento e cura.
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