Saúde e Bem-estar

Estudo revela causa oculta da epilepsia grave

Pesquisa mostra como uma mutação no DNA altera o desenvolvimento do cérebro desde as fases iniciais.

A foto alude à epilepsia
Fonte: Freepik

Uma alteração mínima no DNA pode provocar efeitos amplos no cérebro em formação. Nesse contexto, pesquisadoras investigaram uma mutação ligada à epilepsia infantil grave. Como resultado, o estudo trouxe respostas importantes sobre o desenvolvimento neurológico.

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O trabalho analisou a variante R87C do gene CYFIP2. Essa alteração já se relacionava à encefalopatia epiléptica. No entanto, faltava compreender como ela atua nas células humanas. Por isso, a equipe aprofundou a investigação com tecnologias avançadas.

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Tecnologia avançada revela respostas inéditas

Para avançar, os cientistas utilizaram edição genética por CRISPR. Em seguida, criaram modelos com células-tronco pluripotentes humanas. Essas células se transformaram em diferentes tipos do cérebro.

Além disso, os pesquisadores simularam fases do desenvolvimento cerebral. Eles produziram células progenitoras neurais, neurônios corticais e organoides cerebrais. Esses organoides reproduzem aspectos reais do cérebro em formação. Dessa forma, o estudo ganhou mais precisão e profundidade.

Alterações surgem nas fases iniciais

Logo no início, os cientistas identificaram mudanças importantes. As células com a mutação apresentaram menor capacidade de movimento. Consequentemente, mostraram alterações estruturais.

Esse processo influencia diretamente a organização do cérebro. Afinal, as células precisam ocupar posições corretas durante o desenvolvimento.

Por outro lado, em modelos mais simples, os neurônios não apresentaram diferenças relevantes. Contudo, esse cenário mudou nos organoides cerebrais.

Organoides revelam efeitos mais complexos

Nos modelos tridimensionais, os resultados ficaram mais claros. Houve redução da proteína CYFIP2. Além disso, os organoides cresceram de forma anormal.

Outro ponto chamou atenção. O número de células progenitoras diminuiu precocemente. Portanto, o cérebro pode perder sua capacidade de formar novos neurônios no tempo adequado. Assim, o desenvolvimento cerebral pode ficar comprometido.

Avanço científico abre novos caminhos

Os pesquisadores também criaram uma linhagem celular isogênica. Com isso, conseguiram comparações mais precisas entre células. Essa estratégia aumentou a confiabilidade dos resultados.

Ao mesmo tempo, a colaboração internacional fortaleceu o estudo. Esse intercâmbio ampliou o acesso a técnicas modernas.

Por fim, a pesquisa não apenas esclarece uma mutação específica. Ela também abre novas possibilidades para entender doenças raras. Portanto, cada descoberta aproxima a ciência de soluções mais eficazes.

Com base em dados do portal da Fiocruz.

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