Saúde e Bem-estar

Lito Sousa: o que são cuidados paliativos em casa

Cuidados paliativos aliviam sintomas e apoiam pacientes com doenças graves, podendo acompanhar outros tratamentos e começar antes da fase final da vida.

lito sousa
Foto: YouTube / Lito Sousa

A ida de Lito Sousa para casa chamou atenção para uma dúvida comum: cuidados paliativos significam que o tratamento acabou? Não. A abordagem busca controlar sintomas, reduzir sofrimento e melhorar a qualidade de vida diante de doenças graves.

O paciente pode receber cuidados paliativos enquanto mantém tratamentos contra a própria doença. A equipe define a estratégia conforme as necessidades, os objetivos e as escolhas de cada pessoa.

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No caso de Lito, aos 59 anos, a família reorganizou a casa para manter uma estrutura de cuidados contínuos. O influenciador enfrenta a doença de Creutzfeldt-Jakob, uma enfermidade neurológica rara e progressiva.

Cuidados paliativos significam desistir do tratamento?

Não. Cuidados paliativos não representam abandono do paciente nem determinam, sozinhos, que a pessoa esteja nos últimos dias de vida.

A abordagem pode começar logo após o diagnóstico de uma doença grave. A equipe pode trabalhar junto aos profissionais que tratam a enfermidade principal.

O objetivo muda conforme a situação clínica. Em alguns momentos, a equipe busca controlar a doença. Em outros, concentra esforços no conforto e no controle dos sintomas. O paciente também participa das decisões sempre que consegue expressar suas preferências.

O que os cuidados paliativos tratam?

A equipe procura identificar e controlar sintomas que prejudicam o bem-estar. Entre eles estão:

  • dor;
  • falta de ar;
  • náusea;
  • vômitos;
  • cansaço;
  • insônia;
  • constipação;
  • ansiedade.

O cuidado também inclui apoio emocional, orientação aos familiares e ajuda nas decisões relacionadas ao tratamento.

Quando os cuidados paliativos são indicados?

A equipe pode indicar cuidados paliativos diante de doenças graves, progressivas ou que provocam sofrimento significativo. O acompanhamento pode beneficiar pessoas com câncer, doenças neurológicas, cardíacas, pulmonares e outras condições complexas.

A equipe avalia o quadro clínico, os sintomas, as necessidades e os objetivos do paciente antes de definir o plano. Portanto, o encaminhamento não depende apenas da expectativa de vida.

É possível receber cuidados paliativos em casa?

Sim. O atendimento pode ocorrer no hospital, em ambulatórios ou na própria residência, conforme as condições do paciente e a estrutura disponível.

No atendimento domiciliar, profissionais acompanham sintomas e orientam familiares sobre os cuidados necessários. Algumas pessoas precisam de assistência durante todo o dia. Outras recebem visitas periódicas da equipe. A estrutura depende da necessidade clínica e dos recursos disponíveis na região.

Por que começar cedo pode ajudar?

O início precoce permite que paciente, família e equipe conversem sobre prioridades com mais tranquilidade. Essas conversas ajudam a definir quais tratamentos fazem sentido para aquela pessoa. Também permitem antecipar decisões para situações em que ela não consiga se comunicar. Além disso, o acompanhamento precoce facilita o controle dos sintomas. Assim, o cuidado não fica restrito a situações de sofrimento intenso ou emergência.

Cuidados paliativos aceleram a morte?

Não. A abordagem não busca antecipar a morte. Da mesma forma, o cuidado paliativo não obriga o paciente a abandonar tratamentos que ainda oferecem benefícios.

A equipe avalia continuamente os objetivos do cuidado. Quando determinado procedimento deixa de trazer benefício ou passa a causar sofrimento excessivo, profissionais, paciente e família podem discutir outras alternativas. Essa decisão exige avaliação individual e comunicação clara.

O que são os cuidados paliativos no caso de Lito Sousa?

Lito enfrenta a doença de Creutzfeldt-Jakob, uma enfermidade neurológica rara causada por alterações em proteínas chamadas príons.

Essas proteínas provocam danos progressivos no cérebro. A doença pode causar alterações cognitivas, comportamentais e motoras.

A medicina ainda não dispõe de tratamento aprovado capaz de interromper ou reverter a evolução da doença. Por isso, o cuidado concentra esforços no controle dos sintomas e no conforto do paciente.

A família de Lito também continua buscando possibilidades experimentais. Dessa forma, o acompanhamento paliativo acontece dentro de um contexto que ainda envolve a procura por alternativas terapêuticas.

O que muda para a família?

O cuidado paliativo também olha para quem acompanha o paciente. Familiares recebem orientações para compreender sintomas, organizar a rotina e participar das decisões.

Esse suporte pode reduzir inseguranças e ajudar a família a entender o que realmente importa para o paciente.

No Brasil, o Ministério da Saúde criou a Política Nacional de Cuidados Paliativos em 2024. A iniciativa prevê a oferta desse cuidado em diferentes pontos do Sistema Único de Saúde. Na prática, porém, a disponibilidade dos serviços ainda varia entre as regiões.

O que é importante entender sobre cuidados paliativos?

Cuidados paliativos não significam abandonar o paciente. Eles representam uma forma de cuidar de pessoas que enfrentam doenças graves. O foco envolve conforto, autonomia, controle dos sintomas e respeito às escolhas individuais. Por isso, receber esse tipo de acompanhamento não significa necessariamente interromper outros tratamentos. A principal mudança acontece na forma de olhar para o paciente: além da doença, a equipe considera suas necessidades, seus valores e sua qualidade de vida.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.