Mastologista: quando procurar e quais exames podem ser necessários
A mastologista do HECI, Dra. Fernanda Carlinda, explica quando procurar atendimento, quais sinais merecem investigação e como favorecer o diagnóstico precoce do câncer de mama.

Cuidar da saúde das mamas significa conhecer o próprio corpo, reconhecer alterações e procurar orientação médica quando necessário. Embora o câncer de mama seja mais comum após os 50 anos, mulheres mais jovens também podem desenvolver a doença.
No podcast Viva Vida, do portal Aqui Notícias, exibido em 13 de outubro, a mastologista Fernanda Carlinda, do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI), esclareceu dúvidas sobre prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento das mamas.
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Durante a conversa, a especialista explicou a importância de procurar atendimento diante de mudanças suspeitas e manter os cuidados preventivos ao longo da vida. Afinal, identificar alterações e investigar os sintomas ajuda a reconhecer doenças e iniciar o tratamento no momento adequado.
Quando procurar uma mastologista?
A mastologista é a médica especializada na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de doenças das mamas. Ela avalia alterações, solicita exames e acompanha pacientes com condições benignas ou suspeita de câncer.
A consulta pode ocorrer por indicação de outro profissional ou quando a mulher percebe alguma mudança nas mamas. Entre os sinais que merecem avaliação estão:
- Caroço na mama ou na axila;
- Mudanças no formato ou no tamanho das mamas;
- Retração do mamilo ou da pele;
- Secreção espontânea pelo mamilo, principalmente com sangue;
- Vermelhidão, inchaço ou alterações persistentes na pele;
- Dor localizada e persistente, especialmente quando aparece com outros sintomas.
Essas alterações não significam necessariamente câncer. No entanto, a mulher deve procurar atendimento para investigar a causa, principalmente quando os sintomas surgem recentemente.
Mulheres sem sintomas também precisam acompanhar a saúde mamária. A idade, o histórico familiar e outros fatores individuais ajudam a definir a necessidade de consultas e exames.
Quantos casos de câncer de mama o Brasil deve registrar?
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 78.610 novos casos de câncer de mama feminino por ano no Brasil, entre 2026 e 2028. A projeção corresponde a um risco estimado de 71,57 casos para cada 100 mil mulheres.
A Região Sudeste apresenta a maior estimativa de incidência, com 88,29 casos por 100 mil mulheres.
A doença surge quando células anormais se multiplicam de maneira descontrolada no tecido mamário. Embora a idade represente um dos principais fatores de risco, o histórico familiar, fatores hormonais, o consumo de álcool, a inatividade física e o excesso de gordura corporal também podem influenciar as chances de desenvolver a doença.
No Espírito Santo, o HECI acompanha pacientes em diferentes etapas do tratamento. Segundo dados do hospital, mais de 1.400 pacientes receberam quimioterapia ou hormonioterapia contra o câncer de mama em 2025. No mesmo ano, a instituição realizou mais de 100 tratamentos de radioterapia para a doença.
Como cuidar das mamas e favorecer o diagnóstico precoce?
Conhecer a aparência habitual das mamas ajuda a perceber mudanças. Entretanto, essa atenção não substitui consultas nem exames recomendados pelos profissionais de saúde.
A mamografia utiliza raios X para identificar alterações mamárias, inclusive algumas que ainda não provocam sintomas. A indicação e a periodicidade dependem da idade, do risco individual e das recomendações de rastreamento.
Além disso, praticar atividade física, evitar bebidas alcoólicas e manter hábitos saudáveis pode ajudar a reduzir o risco. Essas medidas, porém, não eliminam completamente a possibilidade de desenvolver câncer.
Ao perceber alguma alteração, procure uma unidade de saúde. A equipe avaliará os sintomas e orientará os próximos passos, incluindo o encaminhamento à mastologista quando necessário.
O SUS oferece reconstrução mamária após o câncer?
Sim. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cirurgia de reconstrução mamária para mulheres que perderam total ou parcialmente a mama durante o tratamento do câncer.
Quando as condições clínicas permitem, a equipe pode realizar a reconstrução na mesma cirurgia de retirada do tumor. Caso contrário, a paciente pode receber encaminhamento para o procedimento posteriormente, conforme sua recuperação e avaliação médica.
Para obter orientações, a mulher pode procurar a unidade de saúde responsável pelo acompanhamento e solicitar informações sobre os serviços disponíveis na rede pública.
O Outubro Rosa reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. No entanto, o cuidado com as mamas deve continuar durante todo o ano, com informação confiável, atenção aos sintomas e acesso aos serviços de saúde.
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