Saúde e Bem-estar

Novo teste de colesterol pode evitar mais infartos e AVCs

Estudo mostra que o exame de apoB identifica com mais precisão o risco de infarto e AVC do que o teste convencional de colesterol.

A foto mostra exame de sangue - colesterol
Fonte: Magnific

Um exame de sangue ainda pouco utilizado pode mudar a forma como médicos avaliam o risco de infarto e AVC. Um novo estudo indica que o teste de apolipoproteína B (apoB) identifica com mais precisão as partículas de colesterol que favorecem o entupimento das artérias do que os exames convencionais.

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A pesquisa sugere que essa estratégia pode ajudar a evitar mais eventos cardiovasculares e tornar o tratamento mais eficiente. Apesar disso, o exame ainda não faz parte da rotina da maioria dos consultórios.

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Por que o exame de apoB pode ser mais preciso que o colesterol LDL?

O colesterol LDL, conhecido como colesterol “ruim”, continua sendo um dos principais indicadores usados para avaliar o risco de doenças cardiovasculares. No entanto, ele mede apenas a quantidade de colesterol circulando no sangue.

Já o exame de apoB avalia o número de partículas potencialmente nocivas que transportam esse colesterol. Essas partículas conseguem penetrar na parede das artérias e formar placas de gordura, processo chamado de aterosclerose.

Segundo pesquisadores da “Northwestern Medicine”, nos Estados Unidos, essa diferença torna o exame mais eficiente para identificar quem realmente apresenta maior risco de desenvolver doenças cardíacas.

O que é a apolipoproteína B?

A apolipoproteína B, conhecida como apoB, é uma proteína presente nas lipoproteínas responsáveis por transportar colesterol pelo organismo.

Cada partícula considerada aterogênica — ou seja, capaz de favorecer a formação de placas nas artérias — possui apenas uma molécula de apoB.

Por isso, medir essa proteína permite estimar diretamente quantas partículas nocivas circulam no sangue, oferecendo uma avaliação mais precisa do risco cardiovascular.

O que mostrou o novo estudo?

O trabalho, publicado na revista científica “JAMA”, utilizou um modelo computacional para acompanhar a evolução da saúde de cerca de 250 mil adultos norte-americanos com indicação para uso de estatinas, medicamentos que reduzem o colesterol.

Os pesquisadores compararam três estratégias para definir quando intensificar o tratamento:

  • metas baseadas no colesterol LDL;
  • metas baseadas no colesterol não-HDL;
  • metas baseadas na dosagem de apoB.

Os resultados mostraram que a estratégia guiada pelo exame de apoB apresentou melhor desempenho.

Conforme a análise, esse modelo poderia prevenir um número maior de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs), além de aumentar a expectativa de vida dos pacientes.

Os pesquisadores também observaram melhor relação entre custo e benefício para o sistema de saúde ao longo do tempo.

O exame substitui o colesterol tradicional?

Ainda não. O perfil lipídico tradicional continua sendo o principal exame utilizado para medir colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos.

Especialistas, dessa forma, ressaltam que o exame de apoB funciona como uma ferramenta complementar. Ele pode ajudar principalmente na avaliação de pessoas com maior risco cardiovascular ou quando há dúvidas sobre a necessidade de intensificar o tratamento.

Novas pesquisas e atualizações das diretrizes médicas ainda serão necessárias antes que o exame passe a integrar a rotina clínica.

Quem pode se beneficiar do teste?

O exame pode oferecer informações adicionais para pacientes que apresentam:

  • histórico familiar de doenças cardiovasculares;
  • colesterol elevado;
  • diabetes;
  • obesidade;
  • hipertensão;
  • alto risco de infarto ou AVC.

Nesses casos, uma avaliação mais detalhada pode ajudar o médico a definir o tratamento mais adequado.

Como o colesterol provoca infarto e AVC?

Quando partículas de colesterol permanecem por muito tempo na circulação, elas podem se acumular na parede interna das artérias.

Com o passar dos anos, esse acúmulo forma placas de gordura que estreitam os vasos sanguíneos e dificultam a passagem do sangue.

Se uma dessas placas se rompe, pode surgir um coágulo capaz de bloquear completamente a circulação. Quando isso ocorre no coração, acontece o infarto. Se o bloqueio ocorre no cérebro, o resultado pode ser um AVC.

Por esse motivo, identificar precocemente quem apresenta maior risco cardiovascular representa uma das principais estratégias para prevenir essas doenças.

O que fazer para manter o colesterol sob controle?

Independentemente do tipo de exame utilizado, especialistas recomendam manter hábitos saudáveis para proteger o coração. Entre as principais medidas estão:

  • praticar atividade física regularmente;
  • manter alimentação rica em frutas, verduras e fibras;
  • reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados;
  • evitar o cigarro;
  • controlar diabetes e pressão arterial;
  • realizar exames periódicos conforme orientação médica.

Caso o médico prescreva estatinas ou outro medicamento para reduzir o colesterol, o tratamento deve ser seguido corretamente.

O que os resultados significam para os pacientes?

Os resultados reforçam que a avaliação do risco cardiovascular pode evoluir nos próximos anos com exames mais precisos.

Embora o teste de apoB ainda não substitua os exames tradicionais, ele surge como uma ferramenta promissora para identificar pessoas que podem se beneficiar de um tratamento mais intensivo e, assim, reduzir o risco de infarto e AVC.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.