Planos de saúde terão de cobrir DIU hormonal para endometriose
Nova regra da ANS obriga planos de saúde a cobrir DIU hormonal para pacientes com endometriose que atendam aos critérios definidos.

A partir de 1º de outubro, pacientes com endometriose poderão ter acesso ampliado ao DIU ou SIU hormonal pelos planos de saúde. A mudança foi definida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
A nova regra inclui o dispositivo e o procedimento de implantação na cobertura obrigatória. Porém, a medida não vale para todas as pessoas com endometriose.
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A cobertura segue critérios específicos definidos pela agência. Entre eles, estão situações em que a paciente apresenta contraindicação ou não consegue manter o uso de contraceptivos orais combinados.
A medida atualiza o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS. Ela também cria uma Diretriz de Utilização (DUT) específica para essa indicação.
Quem com endometriose terá direito ao DIU hormonal pelo plano?
A cobertura obrigatória se aplica a pacientes que tenham indicação do dispositivo prevista em bula registrada pela Anvisa.
Também contempla pacientes com endometriose que apresentem contraindicação ou não adesão aos contraceptivos orais combinados.
Portanto, ter o diagnóstico da doença, sozinho, não garante automaticamente a cobertura. A indicação precisa atender aos critérios estabelecidos pela ANS.
A regra entra em vigor em 1º de outubro de 2026 e considera o implante do dispositivo intrauterino ou sistema intrauterino hormonal.
Como o DIU hormonal pode ajudar no controle da endometriose?
A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero. A doença pode provocar dor pélvica, cólicas intensas e outros sintomas.
O tratamento depende dos sintomas, da extensão da doença e dos planos reprodutivos da paciente. Por isso, o médico deve avaliar cada caso individualmente.
O DIU hormonal libera levonorgestrel, um hormônio da classe dos progestágenos. Sua ação ajuda a reduzir os estímulos hormonais relacionados aos sintomas da endometriose.
O Ministério da Saúde reconhece o DIU hormonal como uma das opções terapêuticas para controle da doença. A escolha depende das características de cada paciente.
DIU hormonal cura a endometriose?
Não. O dispositivo atua no controle dos sintomas e não elimina definitivamente a endometriose.
A doença exige acompanhamento médico e pode receber diferentes abordagens. Além do tratamento hormonal, alguns casos podem exigir medicamentos para dor ou cirurgia.
O desejo de engravidar também influencia a escolha do tratamento. Pessoas que pretendem engravidar precisam discutir as opções com o profissional responsável.
O que muda para quem tem plano de saúde?
A principal mudança está na definição expressa da cobertura para pacientes que atendem aos critérios da nova DUT.
Assim, a indicação médica deixa de depender apenas das regras gerais do Rol. A nova diretriz passa a estabelecer especificamente quando o plano deve custear o dispositivo e sua implantação.
A medida acompanha uma mudança que já ocorreu no SUS. Em 2025, o Ministério da Saúde incorporou o DIU liberador de levonorgestrel para pacientes com endometriose que apresentam contraindicação ou não adesão aos contraceptivos orais combinados.
Por que a mudança é relevante para pacientes com endometriose?
A endometriose pode afetar a qualidade de vida e provocar dor persistente. O tratamento adequado busca controlar os sintomas e considerar as necessidades individuais.
Dados analisados pela Conitec indicam que a doença atinge cerca de 10% a 15% das pessoas em idade reprodutiva. A avaliação também aponta alta frequência de dor pélvica crônica entre pacientes com endometriose.
Por isso, a ampliação da cobertura pode facilitar o acesso a uma alternativa de tratamento para pacientes que não podem usar ou não conseguem manter contraceptivos orais combinados.
A paciente deve conversar com o profissional que acompanha seu caso para avaliar se o DIU hormonal é adequado e se atende aos critérios de cobertura do plano.
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