Saúde e Bem-estar

Salas da fúria: como funcionam e por que aliviam o estresse

Salas da fúria oferecem espaço seguro para extravasar emoções e aliviar o estresse acumulado.

A foto alude ao Clube da Fúria
Fonte: Freepik

Cada vez mais pessoas pagam para destruir objetos em ambientes controlados. Elas quebram televisores, móveis e louças antigas. Além disso, usam equipamentos de proteção completos. Portanto, transformam a raiva em ação física segura.

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O conceito surgiu no Japão no fim dos anos 2000. Ao mesmo tempo, iniciativas semelhantes apareceram nos Estados Unidos. Desde então, o modelo se espalhou pelo Reino Unido e outros países. Consequentemente, esses espaços ganharam popularidade como alternativa para aliviar o estresse.

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Por que tantas mulheres procuram esses espaços?

Proprietários relatam maioria feminina entre clientes. Muitas mulheres convivem com alta carga mental diária. Elas equilibram trabalho, família e decisões constantes. Assim, acumulam tensão silenciosa.

Além disso, especialistas afirmam que a sociedade condiciona mulheres a reprimir a raiva. A psicoterapeuta Jennifer Cox destaca que muitas aprendem a esconder frustração e agressividade. Portanto, espaços controlados permitem expressão segura dessas emoções.

A terapeuta Shelly Dar reforça esse ponto. Segundo ela, a raiva é saudável. No entanto, a sociedade costuma julgar sua manifestação. Assim, as salas oferecem ambiente livre de críticas.

Como funciona a experiência na prática?

Clientes entram em salas equipadas com objetos descartados. Em seguida, escolhem ferramentas como tacos ou marretas. Muitas vezes, tocam músicas favoritas durante a sessão. Consequentemente, criam ambiente personalizado.

Algumas pessoas relatam surpresa inicial. Elas não sentem explosão caótica. Pelo contrário, vivenciam sensação de controle. Depois, descrevem leveza e relaxamento. Portanto, a experiência atua como liberação física e mental.

Além disso, especialistas explicam que a atividade envolve o corpo. O esforço físico libera tensão acumulada. Assim, o cérebro reduz níveis de estresse momentaneamente.

Salas da fúria realmente ajudam?

Pesquisadores ainda analisam impactos de longo prazo. Contudo, terapeutas observam benefícios imediatos. A atividade oferece válvula de escape estruturada. Além disso, cria espaço seguro para emoções intensas.

Entretanto, especialistas alertam que a prática não substitui terapia. Ela funciona como complemento. Portanto, quem enfrenta ansiedade ou depressão deve buscar acompanhamento profissional.

Alguns psicólogos sugerem alternativas caseiras. Empilhar almofadas e bater nelas pode ajudar temporariamente. No entanto, ambientes profissionais garantem segurança adequada.

A nova cultura do “reset emocional”

Muitas clientes descrevem a experiência como “botão de reset”. Elas não buscam violência. Pelo contrário, procuram reorganização interna. Assim, transformam tensão em movimento controlado.

Além disso, a prática dialoga com debates atuais sobre saúde mental. Cada vez mais pessoas reconhecem emoções reprimidas. Portanto, buscam formas práticas de expressão.

Em síntese, as salas da fúria não promovem agressividade. Elas estruturam liberação emocional. Quando usadas com consciência, oferecem alívio imediato. Assim, ajudam a restaurar equilíbrio em rotinas intensas.

Com base em informações do portal Globo.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.