SUS amplia serviço de saúde mental para mulheres; veja quem pode usar
Serviço Acolhe Mais atende mulheres em situação de violência e familiares responsáveis pelos cuidados de pessoas com deficiência, doenças raras ou transtornos do neurodesenvolvimento.

Mulheres em situação de violência já podem receber atendimento psicológico remoto e gratuito pelo aplicativo Meu SUS Digital. O serviço, chamado Acolhe Mais, foi ampliado pelo Ministério da Saúde e agora está disponível em todo o País.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA iniciativa também atende mulheres que exercem atividades de cuidado dentro da família, como mães, avós, tias, irmãs e outras responsáveis por pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.
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Segundo o Ministério da Saúde, o programa tem capacidade para realizar até 100 mil teleatendimentos por mês.
O Acolhe Mais começou em março de 2026 como projeto-piloto em Recife e no Rio de Janeiro. Na fase inicial, o atendimento tinha como foco mulheres em situação de violência. Com a expansão, o serviço passou a alcançar todos os estados e também mulheres que cuidam de familiares.
A proposta é oferecer acolhimento inicial em saúde mental e, quando necessário, encaminhar a paciente para acompanhamento na rede pública de saúde de seu município ou estado.
Como agendar o atendimento
O primeiro passo é acessar o aplicativo Meu SUS Digital com uma conta gov.br.
Dentro da plataforma, a usuária deve entrar na área “Miniapps” e selecionar a opção “Acolhe Mais + Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”.
Em seguida, o sistema direciona a usuária para a plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).
A mulher precisa preencher um cadastro e informar o motivo da procura pelo serviço. Entre as opções estão situações de violência vividas no presente ou no passado e a rotina de cuidado de algum familiar.
Depois do cadastro, a equipe responsável pode entrar em contato em até 24 horas. A usuária escolhe uma das datas e horários disponíveis e recebe o link para a teleconsulta antes do atendimento.
Acompanhamento pode ter até dez sessões
O serviço permite a realização de até dez sessões de acompanhamento. Caso a equipe identifique necessidade, a usuária poderá iniciar um novo ciclo de consultas.
O atendimento remoto também funciona como porta de entrada para outros serviços do SUS.
Após as consultas, a mulher poderá receber encaminhamento para um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) ou outro serviço da rede pública para dar continuidade ao tratamento.
Nos locais onde não houver estrutura disponível para manter o acompanhamento presencial, o Ministério da Saúde prevê a continuidade do atendimento de forma remota.
Quem pode utilizar o Acolhe Mais
O serviço atende mulheres que enfrentam ou já enfrentaram situações de violência e também aquelas que cuidam de familiares com deficiência, doenças raras ou transtornos do neurodesenvolvimento.
As consultas acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Aos sábados, os atendimentos ficam disponíveis das 8h às 14h.
O atendimento psicológico remoto não substitui os serviços de emergência. Em situações de risco imediato à integridade física ou à vida, a orientação é procurar ajuda emergencial.
Canais de apoio em casos de violência
Mulheres em situação de violência também podem buscar atendimento pela Central de Atendimento à Mulher, por meio do telefone 180. O serviço funciona gratuitamente durante 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados.
O canal oferece orientações sobre direitos, recebe denúncias e informa quais serviços especializados estão disponíveis.
Em casos de emergência, quando houver risco imediato ou a violência estiver acontecendo, a Polícia Militar pode ser acionada pelo número 190.
As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher também recebem vítimas de violência para registro de ocorrência e orientações sobre medidas de proteção. Nos municípios onde não houver unidade especializada, a vítima pode procurar uma delegacia da Polícia Civil.
Com informações do Estadão
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