Saúde e Bem-estar

Vacina contra HPV pode ser tomada depois do início da vida sexual?

Quem já iniciou a vida sexual ainda pode se beneficiar da vacina contra HPV, mesmo após contato com o vírus.

A foto mostra pessoa tomando vacina contra HPV
Fonte: Magnific

Começar a vida sexual não impede a vacinação contra o HPV. Mesmo após contato com o vírus, o imunizante pode proteger contra tipos que a pessoa ainda não encontrou. Muitas pessoas têm dúvidas sobre a vacina contra HPV após início da vida sexual, mas a recomendação é que a imunização continue sendo benéfica.

O papilomavírus humano, conhecido como HPV, reúne mais de 200 tipos. O vírus pode infectar a pele e as mucosas, principalmente durante o contato sexual.

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Alguns tipos provocam verrugas genitais. Outros podem contribuir para o desenvolvimento de câncer. Entre os tumores relacionados ao HPV estão os de colo do útero, ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

Por isso, a vacinação representa uma importante estratégia de prevenção. No entanto, ela não substitui exames preventivos nem trata uma infecção já existente.

Quem já iniciou a vida sexual ainda pode tomar a vacina contra HPV?

Sim. O início da vida sexual não elimina a possibilidade de vacinação.

A pessoa pode ter entrado em contato com um tipo de HPV, mas isso não significa que tenha encontrado todos os tipos cobertos pela vacina.

Por esse motivo, a vacinação ainda pode oferecer proteção contra outros tipos do vírus. Quanto mais cedo ocorre a imunização, maior tende a ser a possibilidade de prevenção antes da exposição.

Além disso, quem já recebeu um diagnóstico de HPV também pode conversar com um profissional de saúde sobre a vacinação.

O imunizante, porém, não elimina o vírus presente no organismo e não trata verrugas ou outras lesões provocadas pela infecção.

Quais tipos de HPV as vacinas protegem?

A vacina quadrivalente utilizada pelo SUS protege contra os tipos 6 e 11, relacionados principalmente às verrugas genitais, além dos tipos 16 e 18, associados a alguns cânceres.

Já a vacina nonavalente, disponível na rede privada, acrescenta os tipos 31, 33, 45, 52 e 58.

No fim de 2025, a Anvisa também incluiu na indicação da vacina nonavalente a prevenção do câncer de orofaringe e de outros tumores de cabeça e pescoço relacionados aos tipos cobertos pelo imunizante.

A indicação contempla mulheres e homens de 9 a 45 anos.

Quem pode receber a vacina contra HPV pelo SUS?

O Programa Nacional de Imunizações oferece a vacinação de rotina para meninas e meninos de 9 a 14 anos.

Até 31 de dezembro de 2026, o SUS também mantém uma estratégia de resgate para jovens de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada.

Além disso, alguns grupos específicos podem receber o imunizante, conforme os critérios definidos pelo SUS. Entre eles estão pessoas que vivem com HIV, transplantados, pacientes oncológicos, usuários de PrEP e vítimas de violência sexual.

Quem não sabe se recebeu a vacina deve verificar o cartão de vacinação. A partir desse registro, um profissional pode orientar sobre a necessidade de novas doses.

Vacinação contra HPV substitui o Papanicolau?

Não. A vacinação reduz o risco de infecções pelos tipos de HPV contemplados pelo imunizante, mas não elimina a necessidade de acompanhamento preventivo.

No caso do câncer do colo do útero, exames como o teste de DNA-HPV e o Papanicolau ajudam a identificar alterações que exigem acompanhamento.

Portanto, manter a vacinação em dia e realizar os exames indicados formam estratégias complementares de prevenção.

Quem já apresentou alterações relacionadas ao HPV também deve seguir o acompanhamento recomendado pelo profissional de saúde.

Por que vale conversar com um profissional?

A indicação da vacina depende de fatores como idade, histórico de imunização e condições individuais. Por isso, quem começou a vida sexual ou já teve HPV não deve concluir sozinho que a vacinação perdeu a utilidade.

A melhor conduta consiste em conferir o histórico vacinal e buscar orientação. Assim, o profissional pode avaliar quais doses são necessárias e qual esquema deve ser seguido.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.

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