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Conheça as novas caras da convocação de Diniz pela seleção brasileira

O nome que mais chama atenção na terceira lista elaborada por Fernando Diniz é o de Endrick, atacante de 17 anos do Palmeiras

Por Estadão

em 14 de nov de 2023, às 16h40

6 mins de leitura

Foto: Joilson Marconne / CBF

A lista de convocados de Fernando Diniz para os jogos da seleção brasileira contra Colômbia e Argentina, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, foi considerada a mais ousada desde que o treinador do Fluminense assumiu o comando interino da equipe.

O técnico abriu mão de jogadores experimentados com a camisa do Brasil, como o zagueiro Thiago Silva, e chamou uma série de atletas que despontam no País e na Europa, mas que ainda não são facilmente reconhecidos pelo público brasileiro.

Do ponto de vista da renovação após a Era Tite, o nome que mais chama atenção na terceira lista elaborada por Fernando Diniz é o de Endrick, atacante de 17 anos do Palmeiras que é o grande destaque do time alviverde nesta reta final de temporada. O prodígio já está negociado com o Real Madrid e vai deixar o futebol brasileiro em julho do ano que vem, após completar 18 anos. Caso entre em campo, ele se tornará o jogador mais jovem a vestir a camisa nacional desde Ronaldo Fenômeno, em 1994.

“É um jogador que tem potencial para ser um dos grandes talentos. Não sabemos se vai se confirmar. Não é uma pressão. É um prêmio e uma visão de futuro do que este garoto pode ser. Um menino nascido em 2006 produzir o que ele produz me chama atenção. E neste momento vive o seu melhor momento, jogando contra grandes times do Brasil e consegue se sobressair”, explicou Diniz, em entrevista coletiva após o anúncio da convocação.

O treinador já convocou 38 jogadores diferentes, incluindo cortados por lesão, desde que acumulou o cargo de treinador da seleção brasileira. Deste total, nove nunca haviam sido chamados para defender o time principal do Brasil (Bento, Caio Henrique, Carlos Augusto, Endrick, João Pedro, Lucas Perri, Paulinho, Pepê e Yan Couto) e cinco foram convocados pela primeira vez no início do ano, com Ramon Menezes (André, Joelinton, Vanderson e Nino).

Confira quem são as caras novas da seleção brasileira:

JOÃO PEDRO

Natural de Ribeirão Preto (SP), o atacante João Pedro, de 22 anos, ganhou sua primeira oportunidade na seleção pelo bom futebol que vem apresentando com a camisa do Brighton, time emergente da primeira divisão inglesa. A equipe vem apostando em talentos sul-americanos e revendendo esses atletas a peso de ouro para gigantes da Inglaterra, como o argentino Mac Allister, para o Liverpool, e o equatoriano Caicedo, para o Chelsea.

João Pedro foi revelado pelo Fluminense e contratado pelo modesto Watford, também da Inglaterra, antes mesmo de estrear pelos profissionais do time carioca. Como poderia se transferir apenas após completar 18 anos, ele teve tempo de atuar pela equipe principal da equipe tricolor, ganhando oportunidades na primeira passagem de Diniz nas Laranjeiras, em 2019. Foram nove gols e duas assistências em 30 jogos.

O atacante desembarcou na Inglaterra em setembro de 2019 e foi um dos destaques do Watford, mas não conseguiu impedir o rebaixamento do clube à segunda divisão. Ele voltou a se destacar na campanha de acesso e manteve bom desempenho na temporada seguinte, mas o time novamente caiu para a segundona. As boas atuações chamaram a atenção do Brighton, que pagou 34 milhões de euros (cerca de R$ 178,56 milhões) para contratar o brasileiro.

PAULINHO

Aos 23 anos, Paulinho vive o melhor momento da carreira. O atacante do Atlético-MG é o artilheiro do Brasileirão, com 17 gols, e principal nome do time mineiro na campanha de recuperação no campeonato nacional. Desde a sua chegada à equipe mineira, em janeiro, ele já balançou as redes 28 vezes e deu sete assistências.

Revelado pelo Vasco, Paulinho foi promovido aos profissionais do clube com apenas 16 anos, em 2017. No ano seguinte, ganhou vaga na equipe titular, foi eleito melhor jogador e revelação na campanha do vice-campeonato estadual. Em abril daquele ano, foi vendido ao Bayer Leverkusen, da Alemanha, por 20 milhões de euros (cerca de R$ 85 milhões na época).

Foram quatro temporadas e meia na Europa, mas com números modestos em função das poucas oportunidades e uma grave lesão no joelho: nove gols e cinco assistências em 79 partidas. Ele pediu para ser negociado e viu o retorno para o Brasil com bons olhos.

Paulinho também acumula passagens pela seleção brasileira de base e fez parte do elenco que conquistou a medalha de ouro na Olimpíada de Tóquio, em 2021. Ele é praticante do candomblé e costuma comemorar seus gols simulando um tiro com arco e flecha, em homenagem a Oxóssi, seu orixá.

PEPÊ

Paranaense de Foz do Iguaçu (PR), Pepê surgiu no Grêmio como um dos candidatos a suceder Everton Cebolinha na função de ponta esquerda. Ele chegou na equipe gaúcha em 2017, mas só começou a ganhar oportunidades em 2019, quando terminou o ano com a vice-artilharia da equipe, com 13 gols, mesmo figurando entre os reservas. Dois anos depois, foi vendido ao Porto por 5 milhões de euros (R$ 98 milhões).

Pepê demorou a se firmar no time português e amargou a reserva em seu primeiro ano na Europa. A versatilidade em campo, podendo atuar também como ponta-direita e até mesmo lateral-direito, fez o jogador cair nas graças do técnico Sergio Conceição, que precisou encontrar um lugar na equipe para escalá-lo como titular. O Tottenham chegou a fazer uma proposta de 60 milhões de euros (R$ 315 milhões) para levá-lo à Inglaterra, mas o time português considerou os valores baixos.

Com mãe paraguaia e pai italiano, Pepê poderia atuar pela seleção nacional de qualquer um dos dois países, mas sempre deixou claro o desejo de defender as cores do Brasil. Aos 26 anos, ganha a sua primeira oportunidade.

CARLOS AUGUSTO

Apesar de ter sido chamado por Diniz na convocação anterior, o lateral-esquerdo Carlos Augusto praticamente passou batido em sua primeira experiência na seleção brasileira. Reserva de Guilherme Arana no empate por 1 a 1 com a Venezuela, ele foi titular na derrota por 2 a 0 para o Uruguai. Apesar da derrota, o jogador de 24 anos não comprometeu e jogou bem o suficiente para ganhar nova chance para os jogos contra Colômbia e Argentina.

Nascido em Campinas, no interior paulista, Carlos Augusto fez toda a sua formação no Corinthians e fez parte do elenco que conquistou a Copa São Paulo de Juniores de 2017. Ele foi alçado ao time principal no ano seguinte, se destacando especialmente na parte defensiva. Ao todo, foram 32 jogos e um pelo time do Parque São Jorge.

Em 2020, foi vendido ao Monza, clube de Silvio Berlusconi (1936 – 2023), ex-dono do Milan, por 4 milhões de euros (cerca de R$ 25,7 milhões na época). Depois de ser eleito para a seleção ideal da segundona, ele fez seis gols e cinco assistências em 35 jogos no primeiro ano da modesta equipe na primeira divisão, atraindo o desejo de Juventus e Inter de Milão.

O Monza acertou a ida de Carlos Augusto à Inter de Milão em agosto. Ele foi cedido por empréstimo por uma temporada com uma cláusula de obrigação de compra por 13 milhões de euros (R$ 70 milhões), além de bônus. Na negociação com o Monza, o Corinthians ficou com 60% do lucro em uma negociação futura. Assim, o clube brasileiro pode faturar R$ 29 milhões com a ida do lateral para a Inter em definitivo.

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