Saúde e Bem-estar

Maior parte dos brasileiros desconhece exame simples que detecta câncer colorretal

Pesquisa revela que 67% dos brasileiros desconhecem o exame de sangue oculto nas fezes, importante para detectar precocemente o câncer colorretal.

A foto alude ao câncer colorretal
Fonte: Magnific

O câncer colorretal, que vitimou Preta Gil, em 2025, está entre os tipos mais frequentes no Brasil, mas a maioria da população ainda desconhece um exame simples que pode identificar a doença antes do surgimento dos sintomas. Uma pesquisa do Hospital A.C. Camargo Cancer Center, realizada em parceria com o Instituto Nexus, mostrou que 67% dos brasileiros nunca ouviram falar do teste de Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes, ferramenta fundamental para o diagnóstico precoce.

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O resultado acende um alerta porque o câncer colorretal apresenta maiores chances de cura quando médicos o identificam nas fases iniciais. Apesar disso, poucas pessoas realizam o exame preventivo, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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O que é o exame de sangue oculto nas fezes e quem deve fazê-lo?

O teste de Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes identifica pequenas quantidades de sangue que não podem ser vistas a olho nu. Em muitos casos, esse sangramento representa um dos primeiros sinais de alterações no intestino, incluindo tumores.

Como o exame detecta mudanças antes do aparecimento dos sintomas, ele aumenta as chances de diagnóstico precoce e de tratamento menos agressivo.

O SUS oferece o exame gratuitamente. Em geral, profissionais de saúde recomendam o rastreamento para pessoas entre 50 e 75 anos que não apresentam sintomas, conforme os protocolos clínicos.

Por que poucos brasileiros fazem o exame?

Embora o teste esteja disponível na rede pública, apenas 11% dos entrevistados afirmaram já tê-lo realizado. A pesquisa mostrou que o desconhecimento atinge principalmente os jovens. Entre pessoas de 16 a 24 anos, 85% nunca ouviram falar do exame.

Entre os homens, a falta de informação também preocupa. Cerca de 76% disseram desconhecer o teste preventivo. Além disso, 21% dos participantes conhecem o exame, mas nunca procuraram realizá-lo.

Quais sintomas exigem avaliação médica?

Mesmo sem conhecer o exame preventivo, muitos brasileiros reconhecem sinais que merecem atenção.

O estudo revelou que oito em cada dez entrevistados consideram grave a presença de sangue nas fezes. Alterações persistentes do hábito intestinal, como diarreia ou prisão de ventre prolongadas, também despertam preocupação.

No entanto, reconhecer os sintomas nem sempre leva à procura imediata por atendimento médico.

Por que muitas pessoas demoram para procurar ajuda?

Entre os participantes da pesquisa, 9% relataram já ter observado sangue nas fezes. Mesmo diante desse sinal, 40% adiaram ou deixaram de procurar avaliação médica. Além disso, 19% preferiram esperar que o problema desaparecesse espontaneamente.

.Essa demora pode dificultar o diagnóstico precoce e reduzir as chances de sucesso do tratamento.

Quantos casos de câncer colorretal surgem no Brasil?

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer colorretal ocupa a segunda posição entre os tumores mais incidentes no país. A estimativa aponta aproximadamente 53 mil novos casos por ano.

Especialistas e instituições de saúde reforçam que o rastreamento representa uma das estratégias mais eficazes para reduzir a mortalidade causada pela doença.

Como reduzir o risco de câncer colorretal?

Além de realizar os exames indicados para cada faixa etária, alguns hábitos ajudam a diminuir o risco da doença:

  • manter alimentação rica em frutas, verduras, legumes e fibras;
  • praticar atividade física regularmente;
  • evitar o tabagismo;
  • reduzir o consumo de bebidas alcoólicas;
  • controlar o excesso de peso;
  • procurar atendimento médico diante de sangue nas fezes ou alterações intestinais persistentes.

O levantamento também mostrou que pessoas que convivem com pacientes diagnosticados costumam aderir mais aos exames preventivos. Esse dado reforça a importância das campanhas de conscientização para ampliar o conhecimento da população e incentivar o diagnóstico precoce.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.