Saúde e Bem-estar

Avós transformam terapias em apoio para toda a família

A presença dos avós nas terapias fortalece o desenvolvimento infantil, amplia a rede de apoio e ajuda a levar os estímulos para a rotina da criança.

A foto mostra o Integrar, serviço da "Unimed Sul Capixaba"
Fonte: Acervo Institucional l Unimed Sul Capixaba

O amor dos avós costuma marcar a infância por meio do carinho e da convivência. No entanto, muitas famílias descobriram um novo papel para essa relação. A participação ativa nas terapias de crianças com transtornos do neurodesenvolvimento fortalece o tratamento, amplia a rede de apoio e contribui para o desenvolvimento infantil.

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Essa parceria ganha ainda mais importância quando pais e responsáveis precisam dividir os cuidados diários. Além de acompanhar consultas e terapias, os avós aprendem estratégias que ajudam a estimular a comunicação, a autonomia e a interação da criança também em casa.

No “Integrar”, serviço da “Unimed Sul Capixaba” voltado ao atendimento de crianças com transtornos do neurodesenvolvimento, essa realidade faz parte da rotina. O trabalho reúne equipe multiprofissional e familiares para que o cuidado ultrapasse o consultório e faça parte do dia a dia.

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Como a participação dos avós influencia o desenvolvimento da criança?

Especialistas defendem que o tratamento alcança melhores resultados quando toda a família participa do processo. Afinal, a criança aprende durante as sessões, mas consolida muitas habilidades nas atividades diárias.

Por isso, a equipe orienta pais, avós e demais cuidadores sobre como aplicar, em casa, estratégias utilizadas durante as terapias. Esse acompanhamento favorece a continuidade dos estímulos e fortalece a autonomia infantil.

O diretor de Recursos Próprios da “Unimed Sul Capixaba”, Cláudio Brito, destaca que a rede de apoio exerce papel decisivo no desenvolvimento.

Segundo ele, quando a família participa das terapias, a criança encontra um ambiente mais preparado para estimular novas habilidades. Além disso, os avós oferecem acolhimento, estabilidade e ajudam a manter as orientações repassadas pela equipe multiprofissional.

O que os avós aprendem durante as terapias?

Participar dos atendimentos também transforma a maneira como muitos avós enxergam o desenvolvimento infantil. Eles aprendem a respeitar o ritmo da criança, compreendem melhor suas necessidades e passam a valorizar cada pequena conquista.

Cada avanço fortalece toda a família

A aposentada Cristina Mathielo, de 70 anos, acompanha o neto Henrique Ribeiro Mathielo, de 9 anos, desde que a mãe dele retornou ao trabalho. Com o tempo, ela passou a integrar a rotina das terapias e afirma que essa experiência mudou sua percepção sobre o desenvolvimento infantil.

Cristina conta que cada nova habilidade conquistada representa uma vitória para toda a família. Ela também destaca que encontrou apoio em outras famílias atendidas pelo serviço, formando uma rede de acolhimento baseada na troca de experiências e no incentivo mútuo.

Paciência faz parte do cuidado

A aposentada Maria José Macedo de Moraes, de 68 anos, vive experiência semelhante ao acompanhar o neto Heitor Macedo desde os primeiros anos de vida.

Ela afirma que aprendeu a compreender o tempo da criança e percebeu que a presença constante faz diferença durante todo o processo terapêutico. Segundo Maria José, acompanhar as sessões permitiu oferecer um suporte mais adequado ao neto e fortaleceu os laços familiares.

Para ela, celebrar cada pequena evolução ajuda a manter a motivação da família e reforça a importância da paciência ao longo do tratamento.

Como a família pode apoiar a criança no dia a dia?

O envolvimento familiar vai muito além da presença nas consultas. Especialistas recomendam que todos os cuidadores mantenham uma rotina organizada, utilizem as orientações recebidas durante as terapias e incentivem a criança nas atividades diárias.

Também vale reconhecer cada conquista, evitar comparações e respeitar o ritmo individual de desenvolvimento. Essas atitudes fortalecem a autoestima da criança e contribuem para que os aprendizados façam parte da rotina.

Quando avós, pais e profissionais caminham juntos, a criança encontra um ambiente mais acolhedor para desenvolver suas habilidades e construir mais autonomia ao longo da infância.

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