Estudo revela quantidade ideal de café para o coração
Revisão científica indica que o consumo moderado de café pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares, desde que respeite os limites diários de cafeína.

O café faz parte da rotina de milhões de brasileiros, mas uma dúvida permanece frequente: afinal, quanto café é saudável tomar por dia e quantas xícaras por dia fazem bem à saúde? Uma nova revisão científica da “Associação Americana do Coração” (AHA) traz uma resposta animadora. O consumo moderado de café pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares, desde que a bebida seja consumida com equilíbrio e sem excesso de açúcar ou outros ingredientes.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiOs pesquisadores reforçam, porém, que os benefícios dependem da quantidade ingerida, do método de preparo e das características individuais de cada pessoa. Além disso, nem toda fonte de cafeína oferece os mesmos efeitos para o organismo.
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Quantas xícaras de café é saudável por dia?
Segundo a revisão publicada na revista científica “Circulation”, a maioria dos adultos saudáveis pode consumir até 400 miligramas de cafeína por dia sem riscos significativos para a saúde.
Na prática, essa quantidade corresponde a aproximadamente três a cinco xícaras de café coado no padrão brasileiro, já que cada xícara de 200 ml costuma fornecer entre 80 e 120 miligramas de cafeína. A concentração, entretanto, varia conforme o tipo de grão, a moagem e o modo de preparo.
Os especialistas lembram que esse limite inclui toda a cafeína consumida ao longo do dia, não apenas a presente no café.
O café realmente protege o coração?
As evidências analisadas pela AHA indicam que o consumo moderado de café pode estar associado a um menor risco de doenças cardiovasculares, como:
- infarto;
- insuficiência cardíaca;
- acidente vascular cerebral (AVC);
- fibrilação atrial, um dos tipos mais comuns de arritmia cardíaca.
Os pesquisadores observaram benefícios principalmente entre pessoas que consomem café com cafeína, sem excesso de açúcar, xaropes, chantili ou cremes artificiais.
Além disso, alguns estudos também relacionam o consumo moderado da bebida a um menor risco de desenvolver diabetes tipo 2, fator importante para a prevenção das doenças cardiovasculares.
O modo de preparo influencia os benefícios?
Sim. A forma de preparar o café interfere na quantidade de uma substância chamada cafestol.
Esse composto pode elevar os níveis do colesterol LDL, conhecido como colesterol “ruim”. Cafés preparados sem filtragem, como expresso, prensa francesa, café turco e café fervido, costumam apresentar concentrações maiores dessa substância.
Já o café coado em filtro de papel retém boa parte do cafestol e, por isso, tende a exercer menor impacto sobre os níveis de colesterol.
Toda cafeína faz o mesmo efeito?
Não. Os pesquisadores destacam que os benefícios observados aparecem principalmente com o consumo de café.
Outras fontes de cafeína, como refrigerantes, bebidas energéticas e alguns suplementos, costumam conter açúcar, estimulantes ou outros ingredientes que podem aumentar a pressão arterial e favorecer alterações no ritmo cardíaco quando consumidos em excesso.
Por isso, especialistas recomendam avaliar toda a ingestão diária de cafeína, incluindo chás, chocolates, medicamentos e bebidas energéticas.
Por que algumas pessoas sentem mais os efeitos do café?
Cada organismo metaboliza a cafeína de forma diferente. Genética, idade, metabolismo, uso de medicamentos e frequência de consumo influenciam a velocidade com que a substância é eliminada do organismo.
Enquanto algumas pessoas conseguem beber café à noite sem prejuízo para o sono, outras desenvolvem insônia, ansiedade, irritabilidade, palpitações e aumento temporário da pressão arterial mesmo após pequenas quantidades.
Quem deve ter mais cuidado com o consumo?
Pessoas com sensibilidade à cafeína, hipertensão não controlada, arritmias cardíacas específicas, gestantes e indivíduos que utilizam determinados medicamentos devem conversar com o médico antes de aumentar o consumo de café.
Embora os resultados sejam promissores, os autores da revisão ressaltam que novos estudos ainda precisam esclarecer como diferentes tipos de café e outras fontes de cafeína influenciam a saúde cardiovascular ao longo da vida.
Até lá, a principal recomendação permanece simples: consumir café com moderação, preferencialmente sem excesso de açúcar, e manter hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, atividade física regular e sono de qualidade.
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