SUS avalia PrEP injetável para ampliar prevenção do HIV
O SUS avalia incorporar a PrEP injetável, aplicada a cada dois meses, para ampliar as opções de prevenção do HIV no Brasil.

O Brasil pode ampliar em breve a prevenção contra o HIV com uma nova opção no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde encaminhou para análise a incorporação da PrEP injetável de longa duração, medicamento aplicado a cada dois meses que pode facilitar a proteção de pessoas com maior risco de exposição ao vírus. A proposta será avaliada em agosto pela “Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS” (Conitec).
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA novidade representa um possível avanço para quem encontra dificuldade em tomar um comprimido diariamente. Caso receba parecer favorável, a tecnologia passará pelas etapas necessárias antes de chegar à rede pública.
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O que muda se o SUS oferecer a PrEP injetável?
A PrEP, sigla para Profilaxia Pré-Exposição, reduz significativamente o risco de infecção pelo HIV quando a pessoa segue corretamente o tratamento. Atualmente, o SUS disponibiliza apenas a versão oral, indicada para pessoas que não vivem com o vírus, mas apresentam maior chance de exposição.
A versão injetável poderá ampliar as opções de prevenção porque exige uma aplicação apenas a cada dois meses. Essa característica pode aumentar a adesão ao tratamento entre pessoas que têm dificuldade para manter o uso diário dos comprimidos.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 356 mil pessoas já iniciaram o uso da PrEP oral desde a incorporação da estratégia ao SUS. A escolha da melhor forma de prevenção continua individualizada e considera o perfil e as necessidades de cada paciente.
Como funciona a prevenção contra o HIV no SUS?
A prevenção do HIV não depende de uma única medida. O SUS adota a chamada prevenção combinada, que reúne diferentes estratégias para reduzir o risco de transmissão.
Entre os recursos disponíveis estão preservativos, gel lubrificante, PrEP oral, PEP — profilaxia usada após uma possível exposição ao vírus —, testes rápidos, autotestes, acompanhamento multiprofissional e tratamento antirretroviral para pessoas que vivem com HIV.
Além disso, o Ministério da Saúde acompanha pesquisas para desenvolver medicamentos de ação prolongada no Brasil. A “Fundação Oswaldo Cruz” (Fiocruz), em parceria com instituições privadas, participa de estudos voltados à inovação nessa área.
Brasil registra avanços no combate ao HIV
Os indicadores mostram resultados positivos na resposta à epidemia. Em dezembro de 2025, a “Organização Pan-Americana da Saúde” (OPAS) e a “Organização Mundial da Saúde” (OMS) certificaram o Brasil pela eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública. Isso significa que o país conseguiu reduzir a transmissão do vírus da gestante para o bebê a níveis considerados seguros pelos organismos internacionais.
Outro dado reforça esse cenário. O relatório da “Unaids” mostra que as mortes relacionadas à aids caíram 57% desde 2010 nas regiões analisadas, passando de 1,3 milhão para 570 mil em 2025.
No Brasil, o Ministério da Saúde registrou 9,1 mil mortes por aids em 2024. O número representa redução de 13% em comparação com o ano anterior.
O que esperar da análise da PrEP injetável?
A decisão sobre a incorporação da nova tecnologia dependerá da avaliação técnica, científica e econômica da Conitec. Os especialistas analisarão a eficácia, a segurança, o custo e o impacto para o sistema público de saúde.
Se a proposta avançar, o SUS ampliará as alternativas de prevenção do HIV e poderá facilitar o acesso de milhares de pessoas a um método mais prático. Especialistas destacam que, independentemente da tecnologia utilizada, a prevenção continua mais eficaz quando inclui testagem regular, acompanhamento em saúde e uso da estratégia mais adequada para cada pessoa.
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