Bets: SUS amplia orientação e apoio para quem perde o controle
Campanha do Ministério da Saúde orienta sobre os riscos das apostas online e explica como acessar atendimento gratuito em saúde mental pelo SUS.

As apostas esportivas online fazem parte da rotina de milhões de brasileiros. No entanto, quando deixam de ser entretenimento e passam a comprometer o dinheiro, a saúde mental e os relacionamentos, elas podem se tornar um problema. Para alertar sobre esses riscos, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional que orienta a população a reconhecer os sinais do uso problemático das plataformas de apostas e informa onde buscar atendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA iniciativa chega em um período de grande movimentação do futebol brasileiro e destaca que apostadores e familiares podem receber acolhimento, orientação e tratamento tanto de forma presencial quanto por teleatendimento.
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Como saber se as apostas online se tornaram um problema?
O principal sinal aparece quando a pessoa perde o controle sobre o hábito de apostar. Gastar mais dinheiro do que planejou, passar horas tentando recuperar perdas ou pensar constantemente nas apostas indicam que é hora de procurar ajuda.
Outros sinais também merecem atenção. Alterações no sono, irritabilidade, ansiedade, dificuldades financeiras, conflitos familiares e prejuízos no trabalho ou nos estudos podem estar relacionados ao uso excessivo das plataformas.
O transtorno do jogo, conhecido como ludopatia, é reconhecido pela “Organização Mundial da Saúde” (OMS) e integra a Classificação Internacional de Doenças (CID). Segundo a entidade, cerca de 1,2% da população adulta mundial convive com esse transtorno, que funciona de maneira semelhante a outras dependências comportamentais.
Onde buscar ajuda gratuita no SUS?
O SUS oferece atendimento para pessoas que enfrentam dificuldades com jogos e apostas, além de acolher familiares afetados pela situação.
O acesso pode começar pela Unidade Básica de Saúde (UBS), onde profissionais realizam a avaliação inicial e orientam o tratamento. Quando necessário, a equipe encaminha o paciente para um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), que reúne profissionais de diferentes áreas para acompanhar os casos.
Além do atendimento presencial, o Ministério da Saúde disponibiliza teleatendimento em saúde mental por meio do aplicativo “Meu SUS Digital”.
Para acessar o serviço, basta:
- entrar no aplicativo ou na versão web do “Meu SUS Digital”;
- fazer login com a conta Gov.br;
- acessar a opção “Miniapps”;
- selecionar “Problemas com jogos de apostas?”;
- responder ao autoteste disponível.
Caso o resultado indique risco moderado ou elevado, o próprio sistema encaminha o usuário para atendimento especializado.
Ferramenta permite bloquear o acesso às plataformas
Outra medida pode ajudar quem deseja interromper o hábito de apostar. A Plataforma Centralizada de Autoexclusão, criada pelo Ministério da Fazenda, permite bloquear voluntariamente o acesso às casas de apostas autorizadas.
Após a solicitação, o sistema bloqueia as contas existentes, impede a abertura de novos cadastros com o mesmo CPF e interrompe o envio de publicidade personalizada das empresas participantes.
A plataforma também reúne informações sobre saúde mental, educação financeira e materiais educativos para quem deseja retomar o controle.
Como reduzir os riscos das apostas online?
Algumas atitudes ajudam a evitar que o entretenimento se transforme em um problema:
- estabeleça um limite de tempo e de dinheiro antes de apostar;
- nunca utilize recursos destinados às despesas da casa;
- evite apostar para recuperar perdas anteriores;
- interrompa a atividade se ela causar ansiedade ou sofrimento;
- converse com familiares sobre o assunto;
- procure ajuda logo nos primeiros sinais de perda de controle.
Informação e tratamento fazem diferença
O crescimento das apostas online aumentou a necessidade de orientar a população sobre os riscos da prática. Reconhecer os primeiros sinais, buscar apoio rapidamente e utilizar os serviços gratuitos do SUS podem evitar consequências financeiras, emocionais e sociais mais graves.
A nova campanha reforça que o tratamento existe, é sigiloso e está disponível tanto para quem enfrenta dificuldades com as apostas quanto para familiares que precisam de orientação e acolhimento.
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